Hemodiálise do Hospital Geral de Luanda abre no próximo mês

O director do Hospital Geral de Luanda (HGL), Carlos Zeca, disse, ontem, à imprensa, que todas as condições estão criadas para que a Hemodiálise daquela unidade hospitalar comece a funcionar no mês de Dezembro. No mesmo período, será implementado um método que irá dinamizar o atendimento aos utentes do HGL

O Hospital Geral de Luanda deu abertura, ontem, às suas Primeiras Jornadas Multidisciplinares, em que estão a ser abordados a assistência promultidisciplinar e os desafios para garantir os cuidados integrais ao doente. Neste evento, o director daquele hospital aproveitou para anunciar a entrada em funcionamento do serviço de hemodiálise. Carlos Zeca, em entrevista à imprensa, garantiu que em Dezembro o HGL fará a abertura do centro de hemodiálise, com 32 máquinas, subdivididas em parte pediátrica e para adultos.

Os profissionais que poderão trabalhar neste centro já foram capacitados, segundo o director, na altura em que reabilitavam o espaço. “Já existem especialistas que irão trabalhar na hemodiálise, médicos e enfermeiros. Também é importante reconhecer que uma das principais dificuldades que temos aqui no HGL é o fraco número de profissionais.

Recebemos um reforço no concurso público passado e ainda vamos receber no próximo, mas vamos nos desdobrar com o que temos”, disse. M ais uma vez, os profissionais que participam neste evento (que termina no dia de hoje), chamam a atenção para a importância de se investir na saúde preventiva, que é menos onerosa do que a medicina curativa. Na opinião do director do Hospital Geral de Luanda a saúde preventiva só se efectiva se os profissionais tiverem em conta que devem sair das unidades e ter contacto directo com as comunidades.

Reconhece que os recursos financeiros no país são escassos, mas que, “se melhor planificarmos, a preventiva é vantajosa e muito mais barata”. Pretendem, com estas jornadas, elevar o nível científico dos profissionais de saúde da referida unidade e não só, facilitar o intercâmbio entre os profissionais e melhorar o atendimento, já que se avizinha a implementação do programa de triagem Manchester. A jornada vem dar um impulso no processo de correcção daquilo que se têm feito mal.

Aquele responsável tem fé em que, com a implementação do programa de triagem Manchester, poder-se-á minimizar bastante o impacto do reduzido número de profissionais. O programa consiste em dar uma pulseira aos pacientes, com cores diferentes, sendo cada cor símbolo da gravidade da sua situação e/ou a urgência em ser atendido, bem como os minutos de espera para para ser atendido.

A pulseira de cor Vermelha simboliza Emergente (deve ser observado imediatamente); Laranja simboliza Muito Urgente (cujo tempo de segurança para a primeira observação médica deve demorar até 10 minutos); Amarela simboliza Urgente (cujo tempo de segurança para a primeira observação médica deve demorar até 60 minutos); Verde simboliza Pouco Urgente (cujo tempo de segurança para a primeira observação médica deve demorar até 120 minutos) e Azul, que simboliza Não Urgente (cujo tempo de segurança para a primeira observação médica pode demorar até 240 minutos).

Esta triagem, que não é nova no nosso país, uma vez que os hospitais Américo Boa Vida e Maria Pia também a aplicam, surge por causa das reclamações sobre o tempo de demora para os pacientes serem atendidos. De Segunda a Sexta-feira o HGL atende 1800 doentes e nos fins-de-semana atendem 900, numa unidade hospitalar com 350 camas e 101 berços.

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