ADRA promove formação em Género e VIH/SIDA para o desenvolvimento das comunidades

Com o objectivo de reforçar a capacidade institucional da Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) nos domínios da sustentabilidade institucional e nos processos de desenvolvimento sustentável, com base nas temáticas de direitos das mulheres, decorreu nos dias 27 e 28 de Novembro, em Malanje, o 9º Módulo da Formação em Género e VIH/SIDA

Na intervenção do director da ADRA-Antena Malanje, Fernando Santos, destacou a relevância da formação como sendo um espaço privilégio para reforçar os conhecimentos dos participantes sobre a promoção e equilíbrio e justiça de género, que visam contribuir para o desenvolvimento na relação de papéis entre homens e mulheres, tendo como foco o desenvolvimento das comunidades.

Tendo em conta as várias abordagens metodológicas sobre direitos das mulheres, os aspectos conceituais e análise das estratégias que ajudam a mitigar a fraca inclusão das mulheres nos espaços de tomada de decisão, bem como um olhar geral sobre o enquadramento legal concernente ao género no país, conformaram as teses da formação.

Pois, apesar de existir uma diversidade de leis que abordam a temática de género numa perspectiva igualitária, ainda se constata algum tratamento diferenciado em alguns grupos sociais e instituições, por defeito da aplicação prática da lei, tendo em vista alguma interpretação errada.

Daí, fruto de alguns tabús provocados pelos efeitos culturais, religiosos, iliteracia e outros, que ainda prevalecem no seio das famílias, além de influenciarem a não partilha de tarefas domésticas entre homens e mulheres, sobretudo, no meio rural, sobrecarregam a mulher, e algumas vezes levam à acção de violência contra a mulher.

Quanto as noções gerais sobre VIH/SIDA Após a discussão dos temas, os participantes avaliaram as recomendações do módulo anterior da formação em género e VIH/ SIDA, que consideraram terem sido cumpridas numa ordem de 75 por cento, de tal sorte, as outras estão em fase de execução, com destaque para o processo de manutenção das viaturas do programa de luta contra o VIH/ SIDA, bem como a inserção dos técnicos de saúde nas unidades hospitalares, tendo em atenção o seu perfil, de modo a mitigar as mobilidades, as outras serão concretizadas no próximo ano.

Entretanto, o encontro concluiu que o Cunene é a província que apresenta maior prevalência, com uma média de 6.7 por cento, a província de Malanje aparece com 3% de seroprevalência, cujos índices de abandonos são elevados, ao nível local e o programa controla cerca de 3 mil pacientes activos, dos quais 60 % são mulheres. Por tal razão, os pais e encarregados de educação foram visados a educar os filhos na perspectiva do género, prevenindo possíveis desvios comportamentais dos mesmos, incutindo neles uma visão sobre os riscos de contaminação e a não disseminação da doença por parte dos portadores.

Exaltaram que a educação familiar e primária é fundamental para os cidadãos, na medida em que contribui não só para a redução dos casos de SIDA, mas de violação dos direitos humanos, tendo, por isso, apelado para o diálogo no seio das famílias. Também apelou-se à necessidade da realização dos trabalhos de parto nas unidades hospitalares de modo a prevenir a transmissão de mãe para o bebé.

Recomendações

Tendo em atenção algumas barreiras identificadas no processo de inserção da mulher nas diferentes esferas, política e sócio-económica, os participantes recomendaram aos diferentes agentes que intervém na formação do género a desenvolverem acções coordenadas de modos a garantir a promoção e defesa dos direitos da mulher.

Porém, de modo a elevar o grau de consciência de equidade no género, os participantes exortaram as instituições académicas a introduzir nos planos curriculares a abordagem de género, com o sentido de contribuir na construção de uma sociedade mais justa. Também apelaram aos pais e encarregados de educação a apostarem numa melhor educação dos filhos na perspectiva de género, prevenindo possíveis desvios de seus comportamentos no futuro, assim como se deve reactivar os mecanismos endogénico nos seios das comunidades, por forma a cultivar comportamentos que contribuam para equidade de género.

O evento contou com a participação de 47 representantes, entre quadros da ADRA, do Governo, organizações da sociedade civil, representantes religiosos, membros das associações e cooperativas de camponeses e outras interessadas na temática, sendo 19 mulheres.

A ADRA realizou nos dias 27 e 28 de Novembro o 9º Módulo da Formação em Género e VIH/SIDA, enquadrado nas acções de promoção de equilíbrio e justiça de género que visam contribuir para o avanço na relação de papéis entre homens e mulheres, na perspectiva do desenvolvimento das comunidades.

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