Chivukuvuku garante expansão do PRA-JÁ a todo o país até inicio de 2020

Relativamente à recente entrega, ao Tribunal Constitucional, das 23 mil assinaturas, Abel Chivukuvuku assegurou que aguarda, de forma paciente e dentro do prazo estabelecido por lei, pela deliberação, uma vez que a sua organização já cumpriu todas as obrigações organizativas e legais

O coordenador da comissão instaladora do partido PRA-JA servir Angola, Abel Chivukuvuku, garantiu, ontem, em Luanda, a expansão da sua nova organização política até princípios de 2020. Segundo o político, para além da expansão, vai-se trabalhar no sentido de a organização vir a tornar-se numa força política forte, coesa e que será capaz de “Deveremos também estar atentos e prontos para a eventualidade da realização das eleições autárquicas. Em 2021 deverá ser o ano do crescimento e estaremos à altura de disputar as eleições gerais de 2022”participar e vencer as eleições gerais de 2022.

Relativamente à recente entrega, ao Tribunal Constitucional, das 23 mil assinaturas, Chivukuvuku assegurou que aguarda, de forma paciente e dentro do prazo estabelecido por lei, pela deliberação, uma vez que a sua organização já cumpriu todas obrigações organizativas e legais.

O político, que falava durante uma reunião com os membros do seu partido, disse que o propósito, nos próximos tempos, é dar-se início ao processo de reflexão, pensamento e preparação do futuro processo de estruturação do PRA-JA, que deverá culminar com a realização do seu primeiro congresso.

Conforme explicou, em 2020 deverão dedicar toda a energia e o saber às tarefas de institucionalização e estruturação do partido, para que estejam prontos para os grandes desafios e “embates” políticos nas eleições de 2022. “Deveremos também estar atentos e prontos para a eventualidade da realização das eleições autárquicas. Em 2021 deverá ser o ano do crescimento e estaremos à altura de disputar as eleições gerais de 2022”, frisou. Sobre a realização das eleições autárquicas, o político disse que, infelizmente, o processo de implementação das autarquias, previsto para 2020, continua uma incógnita, lamentando ao facto de, até ao momento, nenhuma das tarefas concretas relacionadas com a realização desse processo ter sido cumprida.

Falta de vontade política atrasa reforma do Estado Por outro lado, do ponto de vista político, Chivukuvuku disse não se vislumbra qualquer intenção de realização da re
forma constitucional, aspecto que considera necessário para o aprofundamento da democracia.

No seu entender, a reforma constitucional é necessária para a descentralização política e para a reforma do Estado, de modo a separar os poderes e para introduzir no país o conceito e prática positiva e transparente de serviço público. “A viabilização de Angola exige, também, uma reforma das mentalidades à altura da ambição do país que pretendemos construir”, apontou.

Diversificação da economia apresenta resultados tímidos

Ainda na reunião, Abel Chivukuvuku mostrou-se preocupado com a crise económica que assola o país, com a grande maioria das famílias a perderem o poder de compra e a estabilidade financeira. Para o político, do ponto de vista económico, o país continua em recessão económica com um ambiente de negócios pouco competitivo, mesmo ao nível do continente africano.

Conforme explicou, o esforço de diversificação da economia apresenta resultados tímidos. Já no ponto de vista social, disse que, nos últimos três anos, a condição dos angolanos piorou, como resultado de quatro factores negativos que têm a ver com a desvalorização contínua do Kwanza, o aumento do custo de vida, a redução dos subsídios em produtos essenciais e a introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

O desemprego juvenil, apontou, atingiu níveis dramáticos e a criminalidade violenta é hoje uma realidade alarmante… “Apesar dos investimentos realizados nos domínios da saúde e da educação, estes sectores ainda apresentam grandes debilidades. Centenas de milhares de crianças continuam fora do sistema de ensino e os problemas de fraco saneamento básico nas cidades e vilas continuam graves”, lamentou.

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