“Semana cultural sul-africana” marca início do reforço da cooperação com Angola

Através de uma caravana composta por mais de 10 artistas sul-africanos será mostrada a sua riqueza cultural da África do Sul, que passará pela gastronomia e performances com músicos renomados, como de Yvonne Chaka Chaka, entre outras manifestações

O reforço da cooperação cultural entre Angola e a África do Sul toma novo rumo, na Quinta-feira, 28, com a realização da “Feira cultural sul-africana”, em Luanda, no Palácio de Ferro, onde estão a ser desenvolvidas várias manifestações culturais, com artistas de ambos os países.

O evento que decorrerá até 6 de Dezembro, em função do ‘memorando de intenção’ assinado em 2018 pelos ministros da Cultura dos dois países, é realizado numa altura que aquele país assinala o 25º aniversário da democracia instalada. Através de uma caravana composta por mais de 10 artistas sulafricanos será exibida a sua riqueza cultural, desde a gastronomia, performances com artistas renomados de ambos os países, como Yvonne Chaka Chaka, Maweza Costa e Ndaka Yo Wine.

O secretário de Estado da Cultura, Aguinaldo Cristóvão, durante o acto de abertura na Quinta-feira, em representação da ministra, Maria da Piedade de Jesus, desejou boas-vindas à delegação sul-africana, que se encontra no país para concretizar o evento, que visa reforçar os laços culturais.

O responsável explicou que a acção representa o momento mais importante das relações culturais, entre os dois países, por ser o instante em que é permitido maior aproximação entre as nações, através da interacção entre os artistas. Lembrou que o referido acordo, datado de 2013, está a ser materializado através da sua formulação em 2018, pelos respectivos dirigentes da área cultural, na qual reforçaram além dos laços históricos, o desejo de implementar acções concretas neste âmbito.

“Quero por estas razoes enaltecer os esforços, o papel e todo o trabalho desempenhado aqui, para que pudéssemos ter essa actividade no país, materializando assim o desejo dos ministros. Num ano, conseguimos tornar real esta declaração conjunta, que foi inicialmente apresentada”, enalteceu.

Angola na África do Sul

O secretário de Estado da Cultu ra garantiu que, em 2020, Angola realizará o mesmo evento, a “Semana Cultural Angolana” na África do Sul, com a presença, igualmente, de uma caravana artística. Por isso, desejou que durante a troca de experiência entre os artistas, seja tido como exemplo de vitalidade e de consolidação de relações culturais.

“Aproveitem a nossa rica gastronomia, o nosso clima bastante agradável e também no próximo ano vamos levar uma delegação artística que possa enaltecer os esforços, esta iniciativa primeira e histórica que, certamente, será a consolidação de uma longa parceria”, observou. Por sua vez, a coordenadora de Marketing e Relações com as partes interessadas, Winnie Nkhuna, realçou que com as presentes actividades pretendem reforçar as relações culturais. “Com a exibição dos produtos que trouxemos, acreditamos ser parte do desenvolvimento da economia sul-africana, que a partir deles podemos gerar outras receitas”, disse.

O grupo Ballet Tradicional Kilandukilu, que no primeiro dia do evento apresentou a coreografia “ngolo”(força) uma simbiose do Sul do país, vai exibir-se ainda nos próximos dias, assim como participará em workshops sobre percussão e dança.

O presidente do grupo, Maneco Vieira Dias, considerou interessante a acção, que segundo ele, permitirá a interação com o outro povo. “É um povo com cultural diferente, mas que fala a mesma língua, que é a dança. É um intercâmbio relevante, porque será também aberto para outros estilos de dança. Actividades do género deviam ser constantes para fortilicar essa relação “, enfatizou.

Outras actividades A delegação sul-africana apresentou ainda uma exposição de fotografias, que ilustram a vida e obra de Nelson Mandela, como os 27 anos que ficou na cadeia, inicialmente em Robben Island. Esta exibição conta ainda com artigos culturais representativos das nove províncias deste país. Durante a semana, serão também realizados colóquios sobre o “Património de resistência e libertação da África do Sul e Angola” e a “Importância da batalha do Cuito Cuanavale”.

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