Calouste Gulbenkian com bolsas de mestrado e doutoramento para angolanos

Tida por alguns como o “rosto oculto” do Projecto Aprendizagem para Todos (PAT) em curso, de forma activa no país desde 2016, a fundação vem cumprindo outros objectos sociais, sobretudo no apoio à pós-graduação académica

Por: Alberto Bambi

A directora do Programa Parcerias para o De s envolv imento da Fundação Calouste Gulbenkian, Maria Hermínia Brás, informou que a sua instituição possui um programa de bolsas muito importante para dar, que é lançado todos os anos em Abril, em que constam formação para mestrado e doutoramento, absorvendo, portanto, estudantes mestrandos e doutorandos de Angola.

“Os critérios para o acesso passam por um concurso anual, no qual o importante é o mérito do candidato que concorre à bolsa, geralmente entre os meses de Abril e Maio. Ademais, o candidato tem de ter um bom curriculum e uma boa proposta de tese, porque a fundação apoia sobretudo formação avançada”, explicou a directora da referida fundação, advertindo que a organização já não apoia licenciaturas, porque, para essa graduação, Angola dispõe de um conjunto de universidades consideradas boas, que conseguem conduzir o candidato para o alcance deste grau académico.

O que a Calouste Gulbenkian oferece, de acordo com a entrevistada, é mesmo bolsa de estudo para irem estudar em Portugal, onde há instituições que exigem apenas um bom curriculum. “Quer dizer, não há uma negociação institucional para com a fundação, é um mérito relativo de cada um que é analisado por um júri”, adiantou a interlocutora de O PAÍS, afastando a interpretação de possíveis favorecimento nas candidaturas.

Relativamente ao apoio que a fundação presta ao Projecto Aprendizagem para Todos (PAT), lembrou que a fundação que dirige chegou a Angola depois de uma longa conversa com os órgãos locais, actuando apenas como um parceiro e não como um financiador. Referiu que quando a Calouste Gulbenkian entra num determinado projecto torna-se parceira,não só porque presta ajudas várias, mas porque responde a uma necessidade que os países têm. “

Portanto, nós chegámos à colaboração com o Projecto Aprendizagem para Todos, na sub-componente do indicativo 1.2, relativo à formação contínua dos professores do ensino geral, porque nós somos parceiro do Instituto Nacional de Formação de Quadros da Educação (INFQE), já desde 2006, com o PREPA, que se dedicava à formação de formadores para professores, em Benguela.

O INFQE fez uma belíssima apreciação dos resultados alcançados pelo PREPA, ao ponto de facilitar a sua extensão para outras províncias de Angola, através da replicação de algumas acções e foi considerado, quer pelo instituto de formação de quadros, quer pelo Banco Mundial, que havia um conjunto de materiais com grandes conhecimentos, para podermos continuar a ser um bom parceiro, soube este jornal da sua entrevistada

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