Ministra assegura sincronização entre as políticas nacionais e internacionais sobre o ambiente

Paula Francisco afirmou que há sincronização entre as políticas nacionais e os acordos internacionais ratificados por Angola, assegurando que aquilo que foi mandatado a nível das convenções tem sido respeitado pelo Governo, em programas nacionais específicos que vêm sendo implementados visando a melhoria do meio ambiente

Por:Domingos Bento

A ministra do Ambiente, Paula Francisco, disse ontem, em Luanda, que o Executivo angolano respeita as convenções internacionais que ratifica e tem trabalhado para que haja sincronização entre as políticas nacionais e internacionais no que diz respeito à protecção do meio ambiente.

De acordo com a governante, o departamento ministerial que dirige tem as suas áreas de forma muti-transversal e dentro das comissões de trabalho tem estado a abordar e a disseminar os mesmos objectivos e de forma intrínseca a trabalhar com os outros sectores, por entender que a responsabilidade de proteger o meio ambiente deve ser partilhada. Paula Francisco afirmou que há sincronização entre as políticas nacionais e os acordos internacionais ratificados por Angola, assegurando que aquilo que foi mandatado a nível das convenções tem sido respeitado pelo Governo, em programas nacionais específicos que vêm sendo implementados visando a melhoria do meio ambiente.

A título de exemplo, a ministra revelou que a última sessão do Conselho de Ministros aprovou a estratégia nacional da biodiversidade e o seu plano de acção até ao período 2030, tendo assegurado que esse instrumento já está alinhado com o desenvolvimento sustentável. Na mesma senda, ainda durante o Conselho de Ministros, Paula Francisco fez saber que o Executivo aprovou também a estratégia do saneamento local liderado pelas comunidades e escolas. “Portanto, esses são dois instrumentos que já advêm do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, mas também já se enquadram na estratégia de longo prazo do nosso país”, apontou.

Ainda durante o acto, a ministra fez saber que aquilo que advém da estratégia nacional sobre as alterações climáticas e também dos Acordos de Paris já se encontra na Assembleia Nacional para a sua apreciação e ractificação. “Na próxima conferência sobre as alterações climáticas vamos levar os bons exemplos registados em Angola nos últimos seis meses no domínio da protecção do ambiente e da biodiversidade. Vamos continuar apelar à realização das boas práticas”, frisou.

Uma preocupação de todos

Por outro lado, a ministra do Ambiente pediu a participação de todos os cidadãos nas questões ligadas às alterações climáticas e à defesa da biodiversidade. No seu entender, não deve ser apenas abordagem do Executivo as alterações climáticas e a biodiversidade. É preciso, frisou, que todos, desde governantes a governados, estejam empenhados na cautela cada vez mais da fauna e da flora. “É um acto que transcende e queremos apelar, a nível nacional, que devemos seguir os bons exemplos como um principio de orientação e ordem do dever cumprido, tendo em atenção aquilo que são as premissas do voluntariado. Afinal de contas, Angola é para todos nós e todos devemos ter a preocupação de proteger o ambiente, por uma questão de sobrevivência”, defendeu.

 

error: Content is protected !!