PR considera o complexo industrial ‘Carrinho’ resposta ao empacotamento dos produtos do campo

O Presidente da República, João Lourenço, considera o complexo Industrial ‘Carrinho’, iniciativa privada, uma resposta à necessidade de empacotamento dos produtos do campo. Para o Chefe de Estado, a classe empresarial tem de assumir o seu papel na economia nacional

Por:Constantino Eduardo, em Benguela
fotos de Cedida

João Lourenço procedeu Sábado, 30, no município da Catumbela, em Benguela, à inauguração de um complexo industrial para produtos da cesta básica, um investimento avaliado em 600 milhões de dólares americanos. Em declarações à imprensa, o Titular do Poder Executivo enalteceu a iniciativa privada, tendo sublinhado que, da parte do seu Governo, todos os empresários que se propuserem a desafios daquela natureza, que passam pelo aproveitamento dos produtos do campo, terão o apoio necessário.

O Presidente João Lourenço entende que o projecto auxilia o Executivo no combate ao desemprego, porquanto a unidade fabril proporcionou cerca de “600 postos de trabalho, numa fase inicial, e acreditamos que, com o andar do tempo, o número vá aumentar”, disse. Optimista, João Lourenço refere que Angola está a marcar passos para deixar a dependência da importação e lança um desafio ao empresariado nacional: “Que passemos a importar, sobretudo, matérias-primas e não produto acabado para consumo. E a unidade industrial tem esse mérito…porque vai absorver a produção do nosso campo”, salienta.

O complexo, que o parque industrial de Benguela ganhou no Sábado é constituído por 17 fábricas, 15 das quais de vocação alimentar e duas não alimentícias, circunscrito no quadro de um amplo projecto de produção e processamento de bens alimentares que integram a cesta básica. Construído numa área 45 hectares, no bairro Taka, na Catumbela, com o projecto, a Carrinho pretende alavancar o sector industrial, de modo a estímular o aumento da produção nacional de milho, trigo, cana-de-acúçar, soja, arroz e carnes, contribuindo, nesta perspectiva, para a redução significativa de importação na ordem dos 60 por cento e, com o gesto, poupar-se as escassas divisas do país.

No empreendimento, foi criada uma central de geração de energia eléctrica, com capacidade para produzir 20 megawatts. O complexo industrial é composto por diversas fábricas, designadamente de moagens, trigo, cereais de pequeno-almoço, bolachas e bolos, massas alimentares, leite condensado, papas lácteas, doces (rebuçados, chewingam e chupas), além de uma de refinação e enchimento de óleo vegetal, maionese e molhos, margarina, sabões e sabonetes, ração animal, entre outros produtos, num total de 1.300.000 de toneladas de produção por ano.

O presidente do Conselho de Administração, Nelson Carrinho, explicou ao Presidente da República a necessidade de se continuar a apostar fortemente na produção nacional para reduzir a importação, por isso espera que o Presidente continue a incentivar a classe empresarial. O empresário sustenta que a importação produz desemprego e miséria, por tirar a possibilidade de o empresário produzir bens de que o país precisa. “A nossa solução é a produção nacional, Sr. Presidente, nós temos tudo para sermos mais competitivos na SADC” , numa clara alusão às infra-estruturas de suporte ao Corredor do Lobito, como o CFB e o Porto do Lobito. Depois de ter visitado as dependências, o Presidente João Lourenço foi informado de que a Carrinho Industrial prevê a construção, no município do Soyo, província do Zaire, de uma outra unidade fabril de produção de farinha de mandioca.

error: Content is protected !!