Estado Islâmico reivindica ataque na Ponte de Londres. “Foi um soldado nosso”

Estado Islâmico diz que ataque foi a resposta a um apelo feito para atacar alvos de “países infiéis”. Não há provas da ligação

Por:Diário de Notícias

O auto-proclamado Estado Islâmico reivindicou o ataque terrorista desta Sexta-feira na Ponte de Londres, que vitimou mortalmente duas pessoas. Segundo a Reuters, a ligação ao ataque foi confirmada pela agência de notícias Amaq este Sábado. Não há, no entanto, provas da ligação do ISIS ao incidente. Na mensagem, o grupo terrorista afirma que foi “um soldado do Estado Islâmico” que realizou o ataque em resposta a um apelo feito para atacar alvos de “países infiéis”. O autor do ataque, Usman Khan, foi morto na Sexta-feira pela Polícia britânica. Usava um colete suicida falso e esfaqueou duas pessoas até à morte, tendo ferido outras três, antes de ser derrubado por civis. Khan, de 28 anos, usava pulseira eletrónica desde que deixou a prisão após ter estado detido por crimes relacionados com terrorismo.

Era um dos nove membros de um grupo terrorista inspirado na Al Qaeda condenado por conspirar para fazer explodir a Bolsa de Valores de Londres e também para construir um campo de treino de terroristas no Paquistão. O plano de foi desmantelado pelo MI5 e pela Polícia local. Ele também é considerado um defensor do al-Muhijaroun, um grupo extremista que envolve dezenas de terroristas, segundo o grupo anti-extremismo Hope Not Hate. O atacante da Ponte de Londres recebeu inicialmente uma sentença com pelo menos oito anos de prisão, em Fevereiro de 2012, que foi substituída por outra de 16 anos pelo tribunal de apelação em 2013. Khan cumpriu o seu primeiro ano de sentença em prisão preventiva e passou sete anos atrás das grades após a sentença, antes de ser libertado a menos de metade do tempo, em Dezembro de 2018. Morava actualmente em Staffordshire.

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