Crimes violentos despontam no Huambo

Ao meio-dia de ontem, quatro indivíduos entraram a matar num estabelecimento comercial, feriram duas pessoas, roubaram 500 mil kwanzas, telefones e outros bens. No mês de Novembro, outros dois crimes ocorreram com semelhanças aos que chocaram Luanda: em plena luz do dia e com disparos à queima-roupa, sem piedade

Um homem de 33 anos de idade, que fazia a segurança de um estabelecimento comercial no Bairro S. José, na cidade do Huambo, foi ferido, ontem, na sequência de um assalto a mão armada protagonizado por pelo menos quatro indivíduos, um deles já identificado pela Polícia Nacional, que trabalha com o Serviço de Investigação Nacional para a detenção do grupo. O Comando Provincial do Huambo da Polícia Nacional tornou público, na noite de ontem, que, no dia 2 de Dezembro, do ano em curso, tomou conhecimento de um assalto a mão armada, ocorrido por volta das 12h30, numa superfície comercial, localizada no Bairro S. José, arredores do Município Sede do Huambo, protagonizado por 4 elementos”. Um dos assaltantes, refere o co municado, “está identificado”.

Os bandidos faziam-se transportar em dois motociclos e mal entraram no estabelecimento efectuaram disparos que “atingiram a região do abdómen de um cidadão de 33 anos de idade, segurança da loja, bem como um outro cidadão de 36 anos de idade, motociclista, que na altura trafegava na estrada Nº 260, atingido na região do membro superior, todos socorridos para o banco de urgência do Hospital Geral do Huambo”. Em acto contínuo, “os meliantes subtraíram um montante de 500.000.00kz que estava a ser processado para ser levado a uma unidade bancária, altura em que surpreenderam os funcionários, incluindo o referido guarda”, diz a Polícia.

Assinado pelo inspector-chefe Paulo Chindele, director provincial de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Provincial da Polícia Nacional, o comunicado adianta que este órgão, em coordenação com o SIC, despoletou diligências “tendentes a determinação e detenção dos supostos autores”. Por fim, apela à população manter-se calma e vigilante, devendo, em espírito de colaboração, denunciar elementos que possuam armas de fogo, por via dos canais policiais já existentes e difundidos. Apela, igualmente, aos agentes económicos, no sentido de não transportarem valores avultados sem o conhecimento da Polícia, evitando acumular altas somas monetárias nos caixas.

Onda teve início em Novembro

Há cerca de 10 dias, quatro indivíduos que também se faziam transportar em motorizadas interpelaram uma viatura conduzida por um cidadão de nacionalidade chinesa que ia acompanhado por um angolano. No momento do assalto, segundo relatou a Rádio Mais no Huambo, uma das motorizadas interceptou a viatura ficando atravessada em frente na estrada e obrigando o motorista a uma travagem repentina. No mesmo instante, outros dois indivíduos ocupantes da outra motorizada abriram imediatamente as portas da viatura anunciando o assalto, apontando arma de fogo, e exigiram que os ocupantes da viatura entregassem a pasta com dinheiro, dando a entender que se tratava de uma perseguição, ao que os cidadãos obedeceram.

Segundo testemunhas, No momento do assalto ainda efectuaram disparos, mas sem atingir as vítimas, apenas o cidadão angolano foi esbofeteado pelos meliantes. O crime Aconteceu por volta das 15h no bairro Calundo, arredores da cidade do Huambo. Um outro caso, também no mês de Novembro, num dia não precisado pela fonte de OPAÍS, por volta das 12h30’ um cidadão que vinha numa motorizada foi interpelando por outros dois, também numa motorizada. Os assaltantes enconstaram-se ao motociclista orientando que este parasse. Logo de seguida efectuaram dois disparam que o atingiram, tendo sucumbido no mesmo instante. Quanto a este crime a Polícia Nacional pronunciou-se aos microfones da Rádio Mais no Huambo referindo tratar-se, o indivíduo morto, de um agente da corporação e que acabava de comprar a motorizada no mercado informal da Quissala, presumindose que tenha sido seguido a partir do local. A Polícia garante que trabalha para o esclarecimento dos referidos crimes e detenção dos meliantes.

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