Carta do leito: A água que não corre

Ilustre director do jornal O PÁIS, saudações e votos de um óptimo dia Sou morador do Rocha Pinto, distrito urbano da Maianga, em Luanda, há mais de duas décadas.

A falta de água corrente sempre foi um dos grandes problemas na zona onde está enterrado o meu cordão umbilical. Num passado recente, apareceram os senhores da EPAL, creio, e alguns chineses.

Fizeram as escavações. estenderam os tubos em todas as casas. Ficamos alegres. Mas, até hoje o precioso líquido não corre e nem a empurrão chega às nossas residências.

Continuamos a viver dos Kupapatas (motos) e dos camiões cisterna, isto dói-nos no bolso. Já não sabemos o que fazer, por favor, liguem só a água no Rocha Pinto.

Joaquim José Menha

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