Ministério da Economia e Planeamento quer combater a importação de milho e seus derivados no país

O secretário de Estado da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, pretende combater a importação de milho e seus derivados, com realce para a farinha de milho, com vista a valorizar a produção nacional do produto

A intenção foi manifestada nesta Quarta-feira no município do Kuvango, 315 a quilómetros da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, durante uma visita efectuada pela Comissão Económica do Conselho de Ministros. Sérgio dos Santos adiantou que para o efeito, o Governo está a desenvolver uma série de políticas virados ao apoio aos empresários que actuam no sector agrícola, através do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) Sem adiantar o valor destinado para o apoio aos empresários do sector agro-pecuário, o responsável ministerial, garantiu que já está disponível uma verba para o efeito.

“Todos os produtores, principalmente aqueles que já têm alguma produção ou alguma actividade, estamos a encorajá-los, mas mais do que isso, estamos a fazer com que os constrangimentos todos sejam resolvidos! Nós temos um banco, dos oito que têm um acordo com o Governo, para na base do Programa de Apoio ao Crédito, destinar créditos, que já está a trabalhar com o Instituto empresaria, agora vamos ter que os motivar para que os empréstimos que são necessários para aumentar a produção, aconteçam”, garantiu.

No que toca ao combate às importações de milho e seus derivados, Sérgios dos Santos informou que já está em curso uma acção que visa a proibição de importação de milho e fuba da parte dos seus importadores. Sérgio dos Santos, que reconheceu a falta de excedentes de milho e fuba, adiantou que estes produtos não serão importados sem antes escoarem a produção nacional para as grandes superfícies.

“Não se pode fazer a importação da fuba de milho, sem que se escoe a produção nacional primeiro. A prioridade recai para as moageiras nacionais da fuba que é produzida em Angola e, no domínio do grão, estamos a fazer tudo para que empresários como este, que estamos a visitar (AGRIKUVANGO), possam produzir o milho em Angola, para que a prioridade de compra do milho, pelas moageiras ou outros, seja para os empresários nacionais! Só em fim último é que vamos admitir a importação”, afirmou. A medida, continuou Sérgio dos Santos, é uma iniciativa dos Ministérios da Agricultura e Florestas, que aumenta a produção agrícola; do Ministério da Indústria, que tem a missão de controlar e aumentar a produção nacional; do Ministério do Comércio, com a obrigação do controlo comercial e do Ministério da Economia e Planeamento, no sentido de fomentar o crédito para as actividades ligadas à produção de milho e à sua transformação no território nacional.

AGRLKUVANGO vai ser o primeiro beneficiário do PRODESI

O Projecto agro-industrial AGRIKUVANGO, de direito privado, instalado no município do Kuvango, vai ser o primeiro a beneficiar das acções do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) A garantia foi dada pelos secretários de Estado da Agricultura e da Economia e Planeamento durante uma visita que a Comissão Económica do Conselhos de Ministros, da qual faziam parte, realizou à Fazenda Kuvango. No local, a comitiva chefiada pela secretario do Presidente da República para a Área Produtiva, Isaac Maria Francisco dos Anjos, foi informada das potencialidades do Projecto. Implementado numa área total de 5 mil hectares, 600 já se encontram em plena produção, cuja primeira fase de sementeira terminou com a colheita de 2500 toneladas de milho. Das 2500 tonaledas de milho, 40 já foram transformadas em fuba, postas no mercado.

A produção do milho é feita num ciclo vegetativo de seis meses, o que corresponde duas vezes por ano, num sistema de regadio através da instalação de 12 pivots. O secretário de Estado da Economia e Planeamento, Sérgio dos Santos, informou que a ideia é elevar a produção com o aumento do número de pivots de 12 para 30 através da atribuição de um crédito ao empresário, proprietário do projecto que já foi beneficiado pelo Angola Investe. “Nós estamos a fazer com este empresário, juntamente com outros, possa produzir e juntarse aos esforços do PRODESI.

Temos a certeza absoluta que estes projectos são viáveis, já estão a acontecer, não são ideias, já estão a produzir, por isso aqui não há voltas a dar, temos que apoiar os empresários para produzirem ainda mais, são 12 pivots aqui existentes, temos que passar para os 36 pivots, temos que aumentar a produção, queremos crer que ainda este ano, o empresário vai ter esse beneficio de ter acesso ao crédito”, prometeu. Por seu turno, o secretario de Estado para a Agricultura, José Bettencourt, os apoios existem para todos os empresários que actuam no sector agro-pecuário, desde que apresentem projectos viáveis.

“A função do Ministério da Agricultura é criar as condições necessárias e fundamentais para que os produtores agrícolas tenham as melhores condições possíveis para produzir aquilo de que necessitamos, através da criação de políticas já em curso para darmos apoios aos operadores agrícolas, o que nós podemos exigir a nós mesmo, é rigor na selecção dos projectos a serem finaciados”, disse.

Para o empresário Rui Caposse, proprietário do projecto AGRIKUVANGO, a visita da Comissão Económica do Conselho de Ministros, veio para animar ainda mais o projecto e promete aumentar a produção para contribuir na redução das importações. “Estamos satisfeitos com a visita que nos foi feita, recebemos garantias de que seremos apoiados num futuro próximo, a nossa meta é atingir, até ao ano de 2020, os 3000 hectares de terra arável, bem como os 1000 hectares para cultura do arroz, bem como a instalação de uma unidade de descasque de arroz”, avançou.

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