Governo baixa preços de terrenos em 50 por cento e a venda arranca na Segunda-feira

O preço dos terrenos infra-estruturados do Estado angolano, que em 2015 foram fixados entre 90 a 214 dólares norteamericanos por cada metro quadrado, sofreram uma redução na ordem dos 50 por cento (USD 45 e 107), tendo em conta a perda do poder de compra dos cidadãos, noticiou no Sábado a Angop.

Fonte:Angop

Em função da actual realidade económica do país e, consequentemente, a perda do poder de compra dos cidadãos, esses preços foram revistos e sofreram uma redução de cerca de 50 por cento, segundo o presidente do Conselho de Administração da Empresa Gestora de Terrenos Infra- estruturados (EGTI, E.P.), Pedro Cristôvão. “Tendo em conta a actual realidade económica do país, caracterizada pela perda do poder compra dos cidadãos, os antigos preços sofreram alguma redução na ordem de 50 por cento ou mais. Nessa revisão de preços, tivemos o cuidado de ter em conta aquilo que é a capacidade de aquisição”, revelou a fonte.

Em entrevista à Angop, o gestor lembrou que os preços definidos para os terrenos infra-estruturados em 2015, que ainda vigoram actualmente, “não se adequam à actual realidade económica do país”, tendo em conta a constante variação da taxa de câmbio e a desvalorização da moeda nacional. Naquela altura (2015), recordou, os preços foram fixados na ordem dos 90 dólares por cada metro quadrado, na zona adjacente da centralidade do Sequele, e USD 214/ metro quadrado no Kilamba. Com essa redução, prevê-se que os preços dos terrenos infra-estruturados estejam fixados na ordem dos 45 dólares/metro quadrado, no Sequele, e 114 dólares no Kilamba, de acordo com as contas feitas pela Angop.

Os novos preços desses terrenos, vocacionados para a contrução de residências ao gosto/escolha do cliente, serão conhecidos na próxima Segunda-feira, em Luanda, durante o acto de lançamento da campanha de vendas dos espaços urbanizados. Nessa primeira fase, o processo de vendas desses espaços vai começar nos terrenos adjacentes à centralidade do Kilamba, em Luanda, que conta com cerca de cinco mil hectares infra-estruturados. Ao câmbio actual oficial, USD 45 equivale a 21 mil e 592 kwanzas, enquanto 114 dólares corresponde Akz 54 mil e 701.

Isso significa que cada metro quadrado (m²) poderá custar 21 mil e 592 kwanzas, no Sequele, e Akz 54 mil e 701 no Kilamba. Segundo Pedro Cristóvão, os terrenos infra-estruturados (zonas urbanizadas para construção de casas e outras infra-estruturas) podem ser adquiridos em kwanzas, tendo como referência o dólar com a taxa de câmbio do dia. Explicou ainda que os preços dos terrenos têm como referência o dólar porque os custos de infra-estruturação dessas áreas foram determinados nessa moeda estrangeira, que regista variações constantes no mercado cambial. Referiu que o início de vendas desses terrenos servirá também para recuperar, a curto e médio prazo, o investimento que o Estado efectuou nessas infra-estruturas urbanas.

Para além do Sequele e Kilamba, as urbanizações do Camama e Jardim de Rosas também contam com projectos de infra-estruturação, que estão em fase de conclusão. Juntando todas as urbanizações, pelo menos 50 por cento dos terrenos já estão infra-estruturados, aguardando pelo início do processo de vendas, afirmou o PCA. De acordo com o gestor, após o acto de lançamento da campanha de venda dos terrenos, a empresa que dirige estará disponível a receber as pessoas interessadas nas candidaturas, para prestar os devidos esclarecimentos e orientar o que deve ser feito. Para o efeito, adiantou, os interessados poderão dirigir-se ao distrito urbano da Centralidade do Kilamba, onde haverá um posto montado com técnicos que passarão as informações adicionais, ou podem deslocar-se até à sede da empresa, localizada em Talatona.

Sem avançar o valor arrecadado e investido nas infra-estruturas, afirmou que o projecto-piloto de infra-estruturação de terrenos começou em Março de 2017, mas as primeiras comercializações só tiveram inicio em 2018.

Quem deve aderir aos terrenos infra- estruturados

Essa iniciativa de âmbito nacional inclui todos os cidadãos que queiram realizar o sonho da casa própria ou começar o seu negócio nessas áreas urbanizadas, desde que cumpram os requisitos exigidos na fase negocial entre o cliente e a EGTI, E.P. Cada cidadão é livre de escolher a área e o tipo de habitação ou outro empreendimento que queira construir nesses terrenos, cumprindo os parâmetros urbanísticos definidos pelo Estado. Para Pedro Cristóvão, os projectos de infra-estruturação urbana são feitos consoante a realidade económica dos cidadãos, visando abranger o maior número possível de pessoas com necessidades habitacionais.

Cada pessoa, prosseguiu, poderá escolher o projecto urbanístico que se enquadra com o seu poder financeiro, sendo que a infraestruturação oferecerá opções de construir casas mais económicas, unifamiliares (térreas) e multi- familiares (edifícios com apartamentos). Alertou que esse processo prevê abranger ainda no próximo ano cerca de 12 províncias do país e será feito de forma faseada, garantindo que os cidadãos que não conseguirem na primeira fase poderão esperar outras fases.

Disse que a primeira fase do projecto também estará virada para a arrecadação de receitas, que possibilitaram infra-estruturar outras áreas para beneficiar mais pessoas, deixando de sobrecarregar o orçamento do Estado. Sobre a questão do tratamento/ emissão de documentos para legalização de qualquer infra-estrutura nesses terrenos, Pedro Cristóvão garante que será da responsabilidade da EGTI, mas os custos/emolumentos dessa documentação são imputados aos clientes.

Infra-estruturação de terrenos dá qualidade de vida aos cidadãos

A fonte garantiu que nesses terrenos já estão instalados equipamentos para canalização de água potável, pontos de ligação de energia eléctrica, bem como conta com arruamentos, saneamento básico, parques de estacionamento e espaços verdes, factores que dão sustentabilidade aos projectos habitacionais e qualidade de vida aos cidadãos. Além disso, também estão reservadas áreas para a construção de estabelecimentos comerciais, centros médicos, escolas, entre outras infra-estruturas. Essa iniciativa de âmbito nacional visa, essencialmente, reforçar a superação do défice habitacional existente no país, assim com dar melhores condições de habitabilidade aos cidadãos.

Para Pedro Cristóvão, a infra-estruturação de terrenos também vai ajudar a melhorar a mobilidade urbana e reduzir a pressão nos centros urbanos, principalmente nas capitais provinciais. A Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados (EGTI, E.P.) é uma empresa estratégica do Estado angolano, criada em 5 de Março de 2015, por Decreto Presidencial nº 58/15. Tem como objectivo atender à necessidade de instituir uma estrutura empresarial encarregue pela administração de forma mais racional dos terrenos infraestruturados do domínio público e privado do Estado Angolano.

A administração e a gestão criteriosa dos terrenos infra-estruturados enquanto património público que contribuem para o desenvolvimento sustentável do país, bem como garantem o bem-estar da população também faz parte da missão da EGTI, E.P. A iniciativa visa igualmente prosseguir com os objectivos preconizados pelo Executivo angolano relativamente ao controlo e orientação da gestão dos terrenos, no âmbito da requalificação e expansão das cidades e centros rurais.Infra-estruturação de terrenos dá qualidade de vida aos cidadãos

A fonte garantiu que nesses terrenos já estão instalados equipamentos para canalização de água potável, pontos de ligação de energia eléctrica, bem como conta com arruamentos, saneamento básico, parques de estacionamento e espaços verdes, factores que dão sustentabilidade aos projectos habitacionais e qualidade de vida aos cidadãos. Além disso, também estão reservadas áreas para a construção de estabelecimentos comerciais, centros médicos, escolas, entre outras infra-estruturas. Essa iniciativa de âmbito nacional visa, essencialmente, reforçar a superação do défice habitacional existente no país, assim com dar melhores condições de habitabilidade aos cidadãos.

Para Pedro Cristóvão, a infra-estruturação de terrenos também vai ajudar a melhorar a mobilidade urbana e reduzir a pressão nos centros urbanos, principalmente nas capitais provinciais. A Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados (EGTI, E.P.) é uma empresa estratégica do Estado angolano, criada em 5 de Março de 2015, por Decreto Presidencial nº 58/15. Tem como objectivo atender à necessidade de instituir uma estrutura empresarial encarregue pela administração de forma mais racional dos terrenos infraestruturados do domínio público e privado do Estado Angolano. A administração e a gestão criteriosa dos terrenos infra-estruturados enquanto património público que contribuem para o desenvolvimento sustentável do país, bem como garantem o bem-estar da população também faz parte da missão da EGTI, E.P. A iniciativa visa igualmente prosseguir com os objectivos preconizados pelo Executivo angolano relativamente ao controlo e orientação da gestão dos terrenos, no âmbito da requalificação e expansão das cidades e centros rurais.

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