Carta do leitor:Até onde chegamos…

Esta situação está além do intolerável. Ainda hoje de manhã, saí de casa para o centro da cidade e, fugindo ao engarrafamento, optei pelas chamadas vias alternativas (ruas de Luanda entregues à própria sorte; cheias de charcos de água, lama, buracos e esgotos ao ar livre), e dezenas de indivíduos com ar de marginais, alguns dos quais são taxistas. E, vi o seguinte cenário: logo que começa o alfalto, várias patrulhas da Polícia a inspeccionarem viaturas e motorizadas. *Note-se bem*: a acção da Polícia só se fazia sentir no início da zona do asfalto Ou seja, durante os 30 minutos do meu trajecto pelo muceque e em áreas de forte densidade populacional a Polícia não intervém, não actua, não circula! E, se aí a Polícia não intervém, não actua e não circula é porque os Marginais têm cheques em branco para *comer* o que quizerem – e, multiplicam-se e triplicam-se, como formigas, ganhando ânimo para ir mais longe… E é o que se está a ver hoje em Luanda! Estes assaltos inéditos, absurdos, caricatos e sem limites têm uma explicação. O colono já tinha compreendido este fenómeno e não foi por amor aos angolanos que começou a asfaltar e a urbanizar áreas importantes de Luanda como o Bairro Operário, Popular, Rangel, Cazenga, Marçal, Prenda, Saiotes, Mártires de Kifangondo, etc. E nós…?

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