Governo estabelece em USD 115 o preço médio de terrenos infra-estruturados no Kilamba

O Governo, por via da Empresa Gestora de Terrenos Infraestruturados, entende que os novos preços ajustam-se à realidade actual das condições sócioeconómicas das populações e prevê mitigar a especulação que se vive no segmento da construção civil

Por:Domingos Bento

O Executivo tornou público, ontem, que, doravante, o preço dos terrenos infra-estruturados na Centralidade do Kilamba, em Luanda, passarão a ser de 115 dólares por cada metro quadrado, contra os 214 anteriores. No acto da aquisição do espaço, o novo preço ainda poderá vir a sofrer descontos, a julgar pela tipologia da infra-estrutura que se pretender construir no referido espaço, de habitação, hospital ou de ensino. O Governo, por via da Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados (EGTI), entende que os novos preços se ajustam à realidade actual das condições sócio- económicas das populações e do segmento da construção civil, que vem sendo afectado pela crise económica que o país enfrenta e a consequente desvalorização da moeda nacional.

Segundo o director técnico da EGTI, Kilson Gouveia, inicialmente estão disponíveis para serem comercializados lotes de 61 hectares destinados à construção de habitações, instituições de ensino, saúde e outras infraestruturadas. Kilson Gouveia fez saber ainda que, dado o período de dificuldades por que as empresas e as famílias estão a passar, o Estado estabeleceu, como pressupostos de negociação, um período que corre dos 6 aos 60 meses para os compradores liquidarem o pagamento na totalidade. O técnico frisou ainda que, apesar de somente ontem terem sido apresentados oficialmente os moldes de acesso aos espaços, já há muitas solicitações por parte de grupos de cidadãos e empresas interessadas na aquisição dos lotes. No entanto, dentro das solicitações, os espaços para habitações unifamiliares são os que mais estão a chamar a atenção dos interessados.

Cidades sustentáveis

O presidente do Conselho de Administração da EGTI, Pedro Cristóvão, fez saber que, com a medida, o Governo pretende garantir um melhor controlo e acesso aos terrenos, para permitir que as cidades se desenvolvam de forma sustentada mediante preços acessíveis, atractivos e compatíveis com a realidade actual. “Mais do que um negócio, o Estado está a proporcionar às famílias a possibilidade de realizar o sonho da casa própria numa zona segura, com todos os serviços integrados, desde a segurança, justiça, finanças, a outros sectores indispensáveis à mobilidade e à vivência num ambiente urbano”, frisou”.

Mitigar a especulação imobiliária

Já a ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, disse que no domínio fundiário estão em curso reformas profundas, legislativas, que vão possibilitar a promoção, o acesso e a expropriação de terra, de forma célere, transparente e sem burocracia. De acordo com a governante, uma das vantagens destas reformas tem sido o ajuste dos preços que vem causando repercussão imediata na vida dos cidadãos, em função da justeza dos preços.

Ana Paula de Carvalho explicou que a EGTI, enquanto entidade superintendida pelo seu ministério, para que se alcance os melhores coeficientes económicos – jurídicos de controlo, gestão e comercialização dos terrenos prontos a construir -, tem na mira, dentro das regras de sustentabilidade urbanística, a promoção e a valoração dos activos, em mais de 20 cidades de 12 das 18 províncias do país. Trata-se de Luanda, Cabinda, Uíge, Lunda-Sul, Bié, Huíla, Benguela, Namibe, Moxico, Cuanza-Sul, Huambo e Bengo. Para a ministra, com o novo paradigma mitigar-se-á a especulação imobiliária, com reflexos na melhoria da qualidade de vida das populações, na dinamização do sector do comércio e serviços, na segurança pública, na indústria e turismo, na geração de alta renda e emprego e arrecadação de mais receitas para o Estado.

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