Angola pode comercializar energia eléctrica com a RDC – diz ministro

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou nesta Quarta-feira, na vila fronteiriça do Nóqui, província do Zaire, que Angola está em condições de comercializar a energia eléctrica para a região do Congo Central (ex-Baixo Congo), república Democrática do Congo (RDC)

O ministro que trabalha desde ontem na província do Zaire, disse que com a energização do município do Nóqui, o último dos seis que compõem a província do Zaire, estão criadas as condições para a comercialização de energia eléctrica em algumas regiões daquele país vizinho.

A partir de agora, segundo o governante, está invertido o quadro em que há mais de 60 anos a vila fronteiriça do Nóqui (Zaire) dependia em termos de fornecimento de energia eléctrica da barragem do Inga (RDC) onde o Estado angolano gastava mensalmente cerca de 20 mil dólares norte-americanos.

Informou que na vila do Nóqui foi instalada uma sub-estação eléctrica de 60/15 KV, com um consumo actual de 0,7 MW, dos oito Megawatts disponíveis.
“A ligação da vila fronteiriça do Nóqui à rede nacional de electricidade vem acabar com os gastos que o nosso governo fazia para custear este bem a partir da barragem hidro-eléctrica do Inga”. A capacidade instalada nesta circunscrição está além do consumo actual o que significa que o país está a progredir neste domínio”, acentuou.

A vila do Nóqui dista 175 quilómentos da sede provincial (Mbanza Kongo) e tem uma população estimada em 10 mil e 661 habitantes distribuídos em três comunas: Sede, Lufico e Mpala. Todas as sedes municipais da província do Zaire já recebem energia eléctrica da rede nacional, num projecto iniciado em 2017.

 

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