Ao que tudo aponta…

Ao que tudo aponta…

E, de repente, ressurge o assunto. Estava quase em silêncio, mas não esquecido. Talvez seja bom que tenha reemergido, para ver se se resolve de vez. É um enigma ainda, ou talvez já não, mas um pouco mais de clareza viria mesmo a calhar.

O ministro Tavares de Almeida, das Obras Públicas e Construção, em entrevista à TPA, disse que não foi ele quem enviou os dados errados sobre a sua área lidos pelo Presidente da República na apresentação do estado da Nação aos angolanos. E mais, disse que a sua não foi a única área com dados… chamemos de… “esquisitos”, naquele discurso. E, só mais um bocado, disse que depois da leitura ainda reenviou os dados originais. Agora sim, encaminhou-nos para o elementar, como diria Sherlok Holmes.

O problema está a jusante, onde desembocaram os relatórios das diversas áreas. Mas quem foi? Talvez monsieur Poirot descubra, é obra para detectives experientes, ou talvez não. No Cuito, o Presidente João Lourenço, sobre a mediateca tida como inaugurada mas que afinal ainda não estava, disse que mandaria apurar e responsabilizar o causador da confusão. De lá para cá, o ministro que a tutela mantém-se firme, mesmo depois do caso Telstar, está mais firme do que o AngoSat que se foi. Não foi ele, pelos vistos.

Acontece que de lá para cá não há notícias da responsabilização directa de quem quer que seja, ou talvez sim. De lá para cá apenas uma pessoa perdeu o cargo de ministro, o da “Comunicação”, João Melo, que era ministro da Comunicação Social… e que pode nada ter a ver com as esquisitices, ou talvez sim. Bem, é assim, a entrevista de Tavares de Almeida voltou a levantar a questão. Seria bom um esclarecimento directo, para evitar mais especulações como esta que corre sobre João Melo, de algunsm se calharm maldizentes, ou talvez não.