Juventude advoga aprovação urgente da lei do Voluntariado

as actividades que envolvem a intervenção de grupos de voluntários devem ser urgentemente reguladas por lei, de modo a que haja maior estímulo e protecção aos seus participantes, bem como prevenir conflitos entre os vários intervenientes noe sector, disse, em entrevista a OPAÍS, o vice-presidente do Conselho Nacional da Juventude, Massangano Domingos

Massangano Domingos apelou, ontem, em Luanda, às instituições do Estado a influenciarem os órgãos competentes para que a Lei do Voluntariado seja aprovada com bastante celeridade, de modo a que se possa garantir protecção e estimular a participação de mais jovens em acções do voluntariado no país. Prestou essa informação à margem do fórum sobre “a participação dos jovens e das organizações no fomento ao voluntariado juvenil em Angola” promovido pelo Instituto Angolano da Juventude.

“Só com esta lei poderemos normalizar a participação e o envolvimento dos jovens, porque vai gerar maior motivação e comprometimento por parte dos mesmos. A questão de cidadania e patriotismo que ser quer levar a sério também. Os jovens precisam de ter protecção jurídica, por via da lei e da política Nacional da Juventude”, disse. De acordo com o líder associativo, questões como a seca no Sul do país, as campanhas contra a poliomielite e o desemprego obrigam a uma orientação dos voluntários perante a sociedade.

A opinião é partilhada pelo chefe do departamento de Promoção e Participação da Juventude do Ministério da Juventude e Desportos, Domingos Geteio, que se debruçou sobre “a Experiência e Práticas do Voluntariado Juvenil a Nível do País”. No seu entender, a entrada em vigor no ordenamento jurídico angolano da referida lei poderá reduzir os conflitos entre as comunidades e as organizações promotoras de acções voluntárias. Disse ainda que o voluntariado integra pessoas entre os 15 e os 35 anos.

No país, o voluntariado é fundamental para que se alcance o desenvolvimento sustentável previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND 2018-2022), enquadrado na política da população através do Programa de Desenvolvimento Integral da Juventude. Massangano Domingos advogou a necessidade de se criarem as condições para a protecção dos jovens que fazem acções voluntárias, sublinhado que o envolvimento dessa franja da sociedade nesse tipo de actividade ocorre desde os tempos remotos.

“Claramente que as nossas comunidades ou localidades hoje carecem de mais atenção dos jovens e são estes que se predispõem a doar o seu tempo, inteligência, conhecimento e saber para ajudar na resolução de alguns problemas que os nossos concidadãos enfrentam”, disse.

leave a reply