unita demarca-se da imagem de monstro atribuida a Jonas Savimbi no livro “Heroínas da dignidade”

Para o partido, por via do seu secretário nacional, Diamantino Mussokola, Jonas Savimbi não foi um anjo, mas também não pode ser encarado como um monstro, conforme retrata a jornalista Florbela Malaquias no seu livro “Heroínas da dignidade”

Em reação ao livro, “Heroínas da dignidade”, da autoria da jornalista Florbela Malaquias, o secretário nacional da UNITA, Diamantino Mussokola, disse que, ao contrário da imagem de terror que a autora faz passar, o seu partido encara Jonas Savimbi como um homem que cometeu erros mas que também teve muitas virtudes.

Segundo o político, a capacidade de comprender o fundador da UNITA é que engrandece Jonas Savimbi, pelo que, mesmo que algúem queira detratá-lo, o mundo e os angolanos valorizam a sua nobreza, a julgar por aquilo que foram os seus ideais. Na obra, lançada recentemente, a jornalista homenageia algumas mulheres mortas na Jamba e as peripécias que outras passaram, supostamente a mando de Jonas Savimbi.

Para Diamantino Mussokola, a UNITA tem uma visão global de Jonas Savimbi e considera que o homem não foi um anjo, mas, entretanto, também não pode ser encarado como um monstro. O político apontou a sua convivência com Jonas Savimbi. Conforme explicou, apesar de, na altura, ter tenra idade, ainda assim teve a possibilidade de estudar nas escolas da UNITA, facto que lhe possibilitou a ter uma visão daquilo que representa o fundador do seu partido. “Nós da UNITA temos uma vi
são global de Jonas Savimbi. Ele não foi um anjo. Como homem, cometeu erros. Mas entre erros e virtudes descobrimos que teve mais virtudes.

É isso que engrandece Jonas Savimbi”, frisou, tendo acrecentado que “mesmo que algúem queira detratá-lo, o mundo todo e os angolanos se revêm naquilo que foi o seu programa”. Sobre a autora do livro, Diamantino Mussokola disse que esteve na Jamba e acompanhou Florbela Malaquias enquanto jovem e depois como esposa do deputado Eugenio Manuvakola. Referiu ainda que não reprova o livro, por ser um exercício democrático no âmbito das liberdades que as pessoas têm de se expressar. “É uma liberdade que lhe assiste. Cabe a cada um escrever o que pretende colocar na história. Todos os homens têm pontos de vista diferentes”, notou.

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