Moradores da Quilemba podem fazer alterações no exterior das suas residências ainda este ano

Os moradores da Centralidade da Quilemba, localizada na comuna com o mesmo nome no município do Lubango, capital da província da Huíla, poderão ser autorizados a fazer alterações no exterior das suas residências ainda este ano

O vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas da Huíla, Nuno Bernabé Mahapi Ndala, revelou, em exclusivo a OPAÍS, que o processo que vai ditar os modelos das “alterações” já se encontra em fase final.

O governante esclareceu que as alterações estarão circunscritas ao aumento dos muros de vedação das residências, aproveitamento dos espaços, bem como a colocação de gradeamentos nas portas e janelas das casas. “Já estão aprovadas as alterações que a população pode fazer, por exemplo, como se de deve aplicar os gradeamentos e os portões, entre outras benfeitorias que os moradores podem fazer”, disse.

De acordo com o vice-governador, este processo aguarda apenas por apreciação superior, para a posterior entrega aos primeiros moradores da centralidade da Quilemba, na província da Huíla.

Cartilha do morador pode imprimir maior organização

Além das alterações exteriores que os habitantes da centralidade da Quilemba serão autorizados a fazer aos seus imóveis, o vice-governador da província da Huíla para o sector Técnico e Infra-estruturas revelou que está na forja uma cartilha do morador. A referida cartilha, segundo Nuno Ndala, vai
permitir maior preservação dos espaços e bens comuns colocados à disposição dos moradores da centralidade.

“Nós temos uma equipa técnica e também aprendemos com os outros. Falo daquelas províncias que já têm as centralidades habitadas antes da nossa, no caso das províncias do Namibe, Benguela e Luanda, onde se fez uma cartilha do morador. No momento oportuno os nossos moradores poderão ter contacto com a mesma”, garantiu.

Numa primeira fase, foram colocadas à disposição dos interessados cerca de 500 moradias do tipo T3, e 250 já estão habitadas por igual número de famílias, maioritariamente constituídas por pessoas desalojadas do bairro do Camazingo, dos arredores da cidade do Lubango, no âmbito do programa de requalificação.

A segunda fase de entrega das habitações aguarda apenas que a Imogestin, a instituição vocacionada para o efeito, arranque com a venda pública das mesmas. Trata-se de apartamentos e vivendas.

Por outro lado, Nuno Ndala declarou que esteve recentemente na cidade do Lubango uma equipa técnica da empresa encarregue da venda dos terrenos infra-estruturados das centralidades. Sem adiantar mais dados, o vice-governador informou que tais terrenos estarão à disposição dos empreendedores e proprietários de grandes superfícies que queiram instalar-se na centralidade da Quilemba.

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