Multicaixas Expressos transaccionam 56 mil milhões de Kwanzas em 2019

O sistema de inovação ‘Multicaixa Expresso’ lançado o ano passado registou este ano 4 milhões de transacções que resultaram em 56 mil milhões de Kwanzas

O administrador do Banco Nacional de Angola (BNA), Pedro Figueira, considerou positivas algumas reformas que têm sido implementadas nos bancos comerciais na digitalização do sistema financeiro. O governante falava durante o VIII Fórum de Economia e Finanças, e revelou como exemplo a inovação do sistema Multicaixa Express como tendo registado uma evolução satisfatória em relação ao ano anterior. Apesar dos avanços que se registam, fruto da transformação digital no sector bancário angolano, o número de pessoas fora do sistema financeiro ainda é preocupante comparado com os níveis mundiais.

Segundo a entidade reguladora do mercado, o Banco Nacional de Angola (BNA), a taxa de bancarizaçao no país é de aproximadamente 30 por cento, correspondendo acima de 9 milhões de habitantes, se tivermos em atenção os perto de 30 milhões de habitantes, segundo os últimos dados do Censo do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

“Estamos a trabalhar com os bancos comerciais, mas estas estatísticas são muito importantes e muito baixas se comparadas com a taxa de 69 por cento da população em termos de inclusão financeira. Vemos na transformação digital uma oportunidade para a inclusão financeira”, referiu Pedro Castro e Silva, para quem o instrumento é de extrema importância para o desenvolvimento económico.

O alto dirigente do BNA tomou, como exemplo, um estudo publicado pelo Banco Mundial que concluiu que o uso de pagamentos electrónicos permitiu aos usuários transferir e armazenar moeda electrónica, contribuindo para a redução da pobreza e da fome no Quénia, sobretudo para os agentes económicos femininos.

Destacou ainda os prós e contras da digitalização financeira na redução dos riscos associados aos custos e às transacções financeiras por via de pagamentos móveis, sem precisar de fazer recurso ao monetário. Entretanto, face a estes desafios da integração tecnológica, aquela entidade implementou no país uma série de medidas no sentido de imprimir maior celeridade ao sistema bancário nacional, com destaque para a revisão da Lei do Sistema de Pagamentos dos países da SADC, com contributos do Banco Mundial. “A revisão permite procurar adequação aos rigorosos princípios fundamentais das infra-estruturas dos mercados financeiros definidos pelo CPMI (Comité on Payment anda Market Infrastrutures)”, sublinhou.

Outra inovação, neste sentido da digitalização dos sistemas financeiros, sobretudo do sector bancário, recaiu para o lançamento, em Agosto último, do Laboratório do Sistema de Pagamento de Angola (Lispa). “É uma iniciativa que compreende uma incubadora para desenvolvimento de ‘fintech’ e outras start-up’ não relacionadas com o sistema financeiro”, referiu Castro e Silva.

Em relação às tendência de crescimento da solução Multicaixa Express lançada pelos bancos comerciais por via das suas empresas interbancárias de serviços, em Novembro de 2018, ocorreram 2 milhões de operações nesta plataforma. Já este ano, no mesmo período, foram registadas 4 milhões de transacções, movimentos de que resultaram aproximadamente 56 mil milhões de Kwanzas.

O fórum que decorreu durante um único dia contou com a partipação de especialistas nacionais e internacionais da alta finança e da banca, onde, dentre outros temas, abordaram “Os Mecanismos de Dinamizar a Disrupção Digital na Banca”.

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