Primeiro-ministro da Guiné-Bissau admite demissão caso seu candidato não vença as eleições

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, disse que se demite “imediatamente” do cargo caso o candidato Domingos Simões Pereira não vença a segunda volta das eleições presidenciais

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, disse Sábado que se demite “imediatamente” do cargo caso o candidato Domingos Simões Pereira não vencer a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para dia 29. “Eu apresentarei imediatamente a minha demissão depois de os resultados serem proclamados caso o meu candidato não saia vencedor. Não há lugar para dúvidas”, afirmou Aristides Gomes. O primeiro-ministro guineense falava aos jornalistas no aeroporto internacional de Bissau, depois de ter participado na Turquia na conferência da Organização da Cooperação Islâmica.

A segunda volta das presidenciais do país vai ser disputada entre Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Umaro Sissoco Embaló, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem- G15). O PAIGC venceu as legislativas de 10 de Março sem maioria, mas fez um acordo de incidência parlamentar com vários partidos, o que lhe permitiu obter a maior no parlamento e formar Governo. Aristides Gomes foi nomeado primeiro-ministro, depois de o presidente cessante ter recusado por duas vezes para o cargo o nome de Domingos Simões Pereira.

No final de Outubro, o primeiro- ministro guineense denunciou uma tentativa de golpe de Estado e o alegado envolvimento de Umaro Sissoco Embaló, que recusou as acusações. Sobre as eleições do dia 29, cuja campanha eleitoral está a decorrer, Aristides Gomes disse que são uma “batalha decisiva da Guiné-Bissau para a sua estabilização e para o seu arranque para o desenvolvimento”. “Nós temos de eleger um Presidente que tenha um domínio da fase da mundialização em que nos encontramos hoje em dia. Há uma dinâmica internacional no plano económico, no plano social e no plano político extremamente grande e nós temos de ter um Presidente que, de facto, possa descodificar essa dinâmica e acompanhar o Governo da Guiné-Bissau no processo da inserção na economia internacional e na abordagem dos problemas de desenvolvimento”, defendeu o primeiro-ministro.

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