UNITA tem novo secretário provincial em Benguela

Chama-se Abílio Kaunda, e substitui no cargo Alberto Ngalanelã, que vai ocupar a pasta de primeiro secretário do Grupo Parlamentar do seu partido na Assembleia Nacional

Por:Constantino Eduardo, em Benguela

Apresentado Sexta- feira, 13, aos militantes e simpatizantes, Kaunda foi o quadro que o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, encontrou para dirigir o partido nesta circunscrição, uma praça eleitoral bastante importante. Estava difícil para UNITA, segundo o secretário cessante, encontrar alguém à altura para substituí- lo, uma vez que o partido desenhou desafios bastante ambiciosos tendo em vista as eleições autárquicas, previstas para 2020, e as gerais, em 2022. Algumas vozes do partido manifestaram- se contra a nomeação de Kaunda, por, alegadamente, não dispor ainda de arcabouço político capaz de enfrentar o MPLA. Apesar das especificidades da província de Benguela, em termos eleitorais, o líder da UNITA, conhecendo o novo secretário, achou ser o quadro certo para os desafios que o partido se propôs nesta circunscrição.

Kaunda diz-se preparado

Para corresponder às expectativas do seu presidente e da massa militante, Abílio Kaunda, que foi secretário provincial adjunto do partido do “Galo Negro”, diz-se preparado para o cargo e manifesta-se ciente das responsabilidades que o esperam, para o que espera contar com a colaboração dos militantes e quadros. “Nós só conseguiremos alcançar os nossos objectivos se tivermos o cidadão bem mobilizado”, disse ao OPAÍS aquele que almeja o poder para o seu partido. Para alcançar este propósito, o novo dirigente da UNITA nesta província disse ser necessário contar com o apoio do “cidadão, dos intelectuais e de todos aqueles que pugnam pela mudança”. Abílio Kaunda fez estas declarações momentos depois de ter sido empossado pelo secretário-geral do partido, Álvaro Daniel, e justificou que o seu partido precisa de ser poder, por concluir que o MPLA, partido no governante, não tem solução para o país e que não é mais um adversário a temer.

“A situação económica agrava- se cada vez mais e a ansiedade por parte da população é maior… O MPLA cometeu muitos erros e não tem mais argumentos para convencer a população”, considera, convencido de que, para as autárquicas de 2020, o MPLA terá dificuldades de encontrar candidatos, devido ao histórico “corrupção, porque os limpos são contados pelos dedos”, disse o político que foi nomeado para um mandato de cinco anos. O seu antecessor, Alberto Ngalanelã, que esteve sete anos à frente desta organização política fundada por Jonas Savimbi, durante o seu mandato, para além de reorganizar o partido, bateu-se pelo fim da intolerância política.

Para além de Benguela, para a província do Huambo, uma outra praça eleitoral importante, o novo líder da UNITA nomeou Alcínio Kuvalela (Jonas dos Santos) em substituição de Liberty Chyiaka, que passa a ocupar o cargo de presidente do seu Grupo na Assembleia Nacional. Segundo fontes próximas do gabinete de Adalberto Costa Júnior, novas mexidas poderão ocorrer em algumas outras províncias, com a nomeação de novos secretários provinciais, como é o caso da Lunda-Sul. Mwata Virgílio Samussongo, que era o secretário provincial nesta província, foi nomeado para o cargo de secretário-geral adjunto da UNITA após a realização do XIII Congresso deste partido, decorrido de 13 a 15 de Novembro, em Luanda.

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