Bloco 17 já facturou USd 176 milhões na exploração petrolífera

Bloco 17 já facturou USd 176 milhões na exploração petrolífera

Agência nacional de petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANpG) renovou o contrato de exploração no Bloco 17 com a Total, Equinor, ExxonMobil e Bp para mais de 25 anos. Também juntou- se à empreitada a Sonangol. O objectivo é único: explorar o potencial de mais de mil milhões de barris a produzir

Por:Norberto Sateco

Apesar dos níveis de produção da exploração petrolífera no Bloco 17, considerado como sendo um dos maiores do País, terem caído de 700 mil barris/dia em 2015 para 530 mil barris/dia em 2018, o seu potencial ainda é visto como significativo, pois conta com mais de mil milhões de barris a produzir. O titular da pasta dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino de Azevedo, disse não dispor dos números referentes à facturação deste ano, apenas adiantou o valor global desde o início da exploração naquela plataforma petrolífera até ao ano de 2018. O dirigente falava durante o encontro de assinatura do acordo de extensão da exploração petrolífera até 2045 de distintas empresas que actuam no Bloco 17 e, também, inclusão da Sonangol que adquire um interesse participativo de 5 % e prevê atingir outros 5%, em 2036.

Sobre as metas que pretende atingir com este acordo diz acreditar em impactos sociais positivos, assim como, no sector industrial, embora não tivesse revelado os níveis de produtividade em matérias de exploração até ao fim deste acordo aprazado para daqui a 25 anos. “Estamos a fazer o esboço para a estabilização da produção de petróleo no nosso país, apresentado em Cabinda, a semana passada pela Agenciar Nacional de Petróleo e Gás e Biocombustíveis, para sabermos o potencial geológico do nosso país”, disse Azevedo tendo remetido a questão às metas constantes no Plano Nacional de Desenvolvimento até 2022. “Trata-se de um importante instrumento de desenvolvimento ao nível do sector, o acordo tem várias clausulas e, em função das metas estimadas a produzir, vamos passar à arrecadação dos USD 700 milhões”, observou.

Sobre o acordo de compra e venda entre a Sonangol e a Total, no Bloco 21, fi cou patente a necessidade da constituição de uma empresa para em conjunto trabalharem. Entretanto, face à crise financeira e aos actuais níveis de produção, estão a ser desenvolvidos três projectos que permitirão desbloquear os campos, através da ligação das plataformas de exploração designada FPSO existentes. Esta empreitada conta com o investimento avaliado USD 2.5 mil milhões e serão desenvolvidos cerca de 150 milhões de barris de recursos adicionais e mais de 100 mil barris/dia. Em termos práticos, ANPG entende, deste modo, manter os níveis de produção do Bloco 17 acima dos 400 mil barris até ao ano de 2023. “Estão ainda em estudo outros projectos de desenvolvimento nos campos Paz Flor, Rosa, Girassol e Dália”, refere uma nota da Agência.

O presidente de Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, considerou que o acordo “evidencia a determinação da Total e seus parceiros em analisar as várias oportunidades de investimento de curto prazo, que já foram identificados, com o intuito de manter a produção acima dos 400 mil barris de petróleo por dia até 2024. Para a Sonangol, na voz do seu Presidente do Conselho de Administração, Sebastião Gaspar Martins, com a assinatura deste acordo, a empresa passa a ser parte do Grupo Empreiteiro Bloco 17, o que permitirá diversifi car cada vez mais o seu portfólio e contribuir para o aumento das receitas do Estado.

“Nós assinamos também um acordo com a Sonangol de bombas de combustível. Nos próximos 6 meses vamos resolver as questões de estações de serviço ao longo do país, fazendo crer que a Total tem um compromisso com Angola por muito tempo”, assinalou o director-geral do Grupo Total, Pactrick Pouyanné, que anunciou pretender intervir em sectores como o da energia solar. O Bloco 17 localizado na costa angolana é operado pela Total, com a participação de 40 %, com a subsidiária de Equior (23,33%), da ExxonMobil (20%) e da BP (16,67%).