Carta leitor:É preciso gente séria……..

Jornal OPaís edição 1690 de 17/12/2019

Por:Tipoia Moniz

Bom dia Digníssimo DR Director. Boa semana a todos. Angola tem muita gente que não é séria. Esta é uma das causas que impede o progresso do país. Há muita malta colocada em sectores-chave e não só, que não é séria. Os factos, as provas, são reais e inúmeras. Com regularidade e profunda tristeza registo lamentações de gente dos vários estractos sociais, inclusive empresários. Gestores que têm pessoal empregado e outros com projectos magníficos para dar emprego. Eles dão entrada de projectos e documentação diversa e nem sequer recebem resposta. Ainda há dias, apercebi- me de um caso cujo processo estna Endiama desde Abril deste ano, prestes a terminar e ninguém diz nada. Os interessados constituíram um segundo processo que deu entrada a meio do ano e até agora também nada. Ou melhor, como dizia a minha mãe, “nem pó nem poeira”. Só coro e melodias. Há muitos casos encalhados em instituições por causa da falta de seriedade e da corrupção. Às vezes, até com alguma intermediação do mais alto nível também só vês lulas. Os Planistas, os aldrabões e charlatões não estão preocupados com a maior causa nacional, precisamente o desenvolvimento do pais e o bem estar das populações. Não estão ai….. Alguns dão o habitual jajão. “Tomamos boa nota, estamos a ver o caso. O processo está em curso”. Enfim, uma composição para muitos bailes. São muitos cidadãos e proprietários de empresas nessa aflição. E isto, está extremamente aliado a uma burocracia cujos carretos estão enferrujados e nem com óleo penetrante conseguem girar. É muita aldrabice e truques que deixam boa gente desnorteada quando a resposta é simples e tem dois sentidos: Sim e Não. O mal-estar que esta situação provoca faz-me recordar os velhos tempos da Frescangol, quando muitos de nós íamos pedinchar umas caixas de frango, carne, ovos, batata, cebola e outros produtos porque o salário nunca serviu para cobrir as necessidades mais prementes. Eras recebido em audiência pelo Director, ele passava um cartão dirigido ao Departamento Comercial com o seguinte código. CI, tirar do Consumo Interno. DR , tirar da despesa de Representação. E finalmente, o DC, que significava Deixar Cair. Se calhasses com o DC alegavam que não tinham abastecimento e o que existia era das Forças Armadas e pediam para passares de tempos em tempos. Ficavas durante meses sempre a cair até ficares cansado e desistires. É mesmo preciso gente séria.

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