Cuba quer mais investimento angolano

Cuba quer mais investimento angolano

A vice-ministra do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, Ileana Núñez, exortou, ontem, em Luanda, ao investimento angolano no seu país, tendo em vista o estreitamento da cooperação económica entre os dois Estados. Numa palestra por ocasião da sua visita de cinco dias a Angola, Ileana Núñez disse acreditar no potencial do investidor angolano e na reciprocidade de vantagens que daí poderá resultar

. Informou que no seu país perto de 460 projectos, nos mais variados domínios, estão abertos ao investimento, 47 dos quais na zona especial portuária de desenvolvimento de Mariel, com incentivos fiscais notáveis. A ministra cubana reafirmou a disponibilidade do seu país continuar a apoiar na diversificação da economia angolana e na melhoria dos serviços sociais como a educação e a saúde. A vice-ministra sugere que as empresas angolanas invistam, essencialmente, nos sectores do turismo, hidrocarbonetos, minas, energia renovável e produção agroalimentar.

Na sua intervenção assegurou a protecção aos investimentos angolanos e de outros países, graças a um conjunto de reformas que protegem o investimento externo e acautelam eventuais impactos do embargo comercial, financeiro e económico americano imposto à Cuba desde Março de 1958. Sublinhou que o embargo americano procura destruir a economia e a revolução cubana, bem como afecta negativamente as relações com países interessados em cooperar com Cuba.

Adiantou que apesar de Cuba ser membro das instituições financeiras mundiais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, não tem acesso a financiamentos, dificultando o desenvolvimento interno e as relações com terceiros. Informou que dois mil 328 cubanos trabalham em Angola e 1779 angolanos estudam em Cuba. Ainda nesta Terça-feira o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, e a vice-ministra cubana aprovaram o regulamento de funcionamento do Secretariado Executivo da Comissão Mista, visando tornar mais efectiva a cooperação entre os dois países.