Empresários chamados a investir no sector postal

Empresários chamados a investir no sector postal

Leonel Augusto acredita que as oportunidades de negócios são visíveis, pois é possível investir num conjunto de serviços com licença multi-serviços, nomeadamente Internet e telefonia fixa. Para ele, o sector postal abre um universo de oportunidades, principalmente para questões em que a tecnologia não permite que é o caso da transportação de objectos diversos. “É necessário que se continue a trabalhar no surgimento de mais empresas nas comunas, nos municípios para cuidar da parte postal”, incentivou.

Segundo ele, outro nicho de negócios são as licenças multi-serviços que é um processo administrativo, e não complexo. No entanto, os empresários podem solicitar as referidas licenças para proverem de serviços os municípios.

Questionado sobre o preço elevado das comunicações, o responsável afirma que é preocupante, ressalvando que é preciso entender o contexto macro-económico, tendo em conta um conjunto de custos fixos como a energia eléctrica, inflação, falta de divisas que acaba por ter um impacto o bolso do consumidor.

Leonel Augusto referiu que a fibra óptica já chega em quase todas as capitais municipais, agora é necessário encontrar soluções para os empresários e operadores levarem serviços para as demais comunas que ainda não possuem.

Por sua vez, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, apelou, igualmente, a colaboração dos empresários para expandir os serviços de telecomunicações nas comunidades. “Além das actividades que realizam, os empresários podem entrar para o sector das Tecnologias de Informações e Comunicação e levarem os serviços a diferentes regiões”, referiu. Para José de Carvalho, com a entrada dos empresários no sector é possível o aumento dos serviços às populações, extensão das redes, fundamentalmente a criação de empregos e ganhar rendimentos.

Segundo o responsável, está a ser feito um esforço para a formação dos quadros do ministério, com o apoio de grandes universidades e promover a qualidade de ensino. “Estamos a formar quadros ao nível de licenciatura, mestrado, doutoramento e na área espacial, com objectivo de levarem os serviços de telecomunicações a todos os pontos do país. Paralelamente, há um investimento macro em infraestruturas, nomeadamente os cabos submarinos, o projecto Angosat, e os empresários poderão fazer investimentos micro em termos de rede de acesso e levar os serviços às populações”, explica.

A empresária Filomena Oliveira partilha da mesma opinião de que é preciso uma maior parceria entre o sector privado e o sector público na área das novas tecnologias de comunicação e informação. Na sua opinião, é fundamental investir na formação para que mais empresários possam adquirir conhecimento na área e investir nas oportunidades de negócios no sector das telecomunicações.

“Os empresários têm de receber formação e informações, de modo a olhar para Angola como um país com potencialidade no sector das telecomunicações e desenvolvimento regional integrado na plataforma continental de África, particularmente na SADC”, explica. Para a empresária deve-se investir em infra-estrutas de telecomunicações da SADC e em Angola para que as plataformas locais tenham acesso a produtos e serviços que no momento estão vedados.