FNlA garante que adiamento do congresso não anula processo de reconciliação

FNlA garante que adiamento do congresso não anula processo de reconciliação

O porta-voz da FNLA, Jerónimo Makana, disse que o adiamento do congresso do partido, que estava previsto para este mês de Dezembro, não anula o processo de reconciliação que engloba as diferentes alas. No mês de Outubro deste ano, as várias alas que compõem a formação política assinaram um pacto de entendimento cujo objectivo é o fim das constantes divergências que a formação política vem enfrentando há mais de vinte anos, o que tem contribuído para o desprestígio e descrédito do partido histórico fundado por Holden Roberto.

Segundo Jerónimo Makana, apesar do adiamento do congresso, por força da morosidade na entrega de materiais e equipamentos informáticos por parte de um fornecedor, ainda assim o processo de reconciliação entre os “irmãos” continua, em respeito ao acordo de Outubro e ao relançamento estável do partido no xadrez político nacional. Conforme explicou, a realização do congresso, que até ao momento ainda não tem uma data, será o momento que vai culminar com todo o processo de harmonização e a verdadeira unificação entre os membros.

Por outro lado, a fonte desvalorizou a posição do membro do Comité Central do partido Fernando Pedro Gomes, que considerou ser ilegal a realização do conclave. Na acusação, Fernando Pedro Gomes, em entrevista ao OPAÍS, disse discordar da realização do V congresso ordinário sem a reunificação do partido, ou seja, sem a presença de outros segmentos que não assinaram o denominado “Pacto de Entendimento”, a 25 de Outubro do ano em curso.

O porta-voz do partido disse que o político não tem legitimidade para falar sobre a organização por este não aceitar fazer parte do processo de reconciliação em curso. Jerónimo Makana frisou que Fernando Pedro Gomes continua esperançoso de que o Tribunal Constitucional valide o congresso que realizou, recentemente, e em que foi eleito presidente do partido. “Fernando Pedro Gomes é um sonhador.

É uma fantasia. Não participou nas conversações e por isso não tem legitimidade para falar sobre o partido. Não obrigamos ninguém a fazer parte do processo de harmonização, mas as pessoas não podem falar de assuntos que não dominam”, frisou.