Dívida do Porto do lobito impede entrega de casas aos trabalhadores

Dívida do Porto do lobito impede entrega de casas aos trabalhadores

Tudo começou em 2013, quando a empresa MNR foi contratada para construir o condomínio localizado no Bairro da Luz, o que, segundo a construtora, foi feito com tudo quanto detinha. Trascorridos três anos desde a conclusão do denominado “Condomínio do Porto do Lobito” a MNR, por intermédio do seu director, Martinho Adriano Ngangula, diz que o Porto do Lobito não pagou qualquer valor do investimento feito.

Em declarações a OPAÍS, Martinho Ngangula disse que a sua empresa construiu o referido condomínio sem que a direcção do Porto do Lobito desembolsasse nada e afirma ter dados devidamente documentados. “Tudo fomos nós que fizemos. O terreno é nosso e tivemos que ser nós a legalizar para eles, o projecto e o caderno de encargos foi todo da nossa responsabilidade”, diz Martinho Ngangula.

Juros a crescer

Os 120 apartamentos erguidos em 15 prédios e as luxuosas 21 vivendas com piscinas estão todas acabadas e prontas a habitar, mas a MNR diz-se a braços com uma taxa de juros que cresce a cada ano e o seu responsável lamenta o silêncio da direcção da empresa portuária afecta ao Ministério dos Transportes. Segundo o empreiteiro os juros do financiamento que pediram ao banco neste momento já estão cifrados em mais de 3 mil milhões.

“O Conselho de Administração do Porto de Lobito, em vez de acolher com regozijo os resultados do trabalho realizado para satisfazer as necessidades habitacionais dos trabalhadores, prefere esgrimir argumentos infundados”, disse Martinho Ngangula. A MNR entende que o mínimo que esperava pelo trabalho realizado é que a direcção do Porto do Lobito pagasse a dívida e agradecesse ao colectivo de funcionários que deu o melhor de si para que o projecto habitacional fosse uma realidade.

“Usamos os nossos fundos para ajudar o país a crescer. Podíamos ter preferido, como muitos fazem, comprar carros do último grito e roupas de luxo, mas o nosso foco mergulhou no espírito patriótico”, frisou. Com esta situação, a construtora refere que a empresa portuária está a agir de forma desumana e injusta, retardando o sonho dos seus trabalhadores da casa própria.