Mukenga entra em cena Sábado no palco do projecto “Jazz é Fixe”

Mukenga entra em cena Sábado no palco do projecto “Jazz é Fixe”

Filipe Mukenga protagoniza na noite de Sábado, 21, a II edição do projecto “Jazz é Fixe”, a partir das 19 horas, no Palácio de Ferro, em Luanda, uma iniciativa da Fundação Sindika Dokolo. Com o suporte dos instrumentistas Nino Jazz (teclados), Clóvis Esteves (guitarra), Ricardo Campos (baixo) e Clark Jazz (bateria), o autor de “Filho de Cabinda, vai, entre outras, partilhar alguns dos principais temas do seu repertório de mais de 40 anos de vida artística. Sucessos como: “Ndilokewa”, “Angola no Coração”, “Dikixi”, “Kianda Ki Anda, e “Eu Vi Luanda”, “Mulogi”, “Blues Pala Nguxi”, “Weza” e outros que marcam o percurso artístico do artista com passagem em várias bandas.

Trajectória

Filipe Mukenga começou a tocar em 1964 por influência dos Beatles. Colaborou com grupos Os Brucutus, Os Indómitos, The Five Kings, The Black Stars, Rocks, Electrónicos, os Jovens e Apollo XI. Gravou o seu primeiro álbum, “Novo Som”, em 1990 para a editora EMI-Valentim de Carvalho. Colabora ainda num dos temas do disco “Mingos & Os Samurais” de Rui Veloso. Em 31 de Maio de 1991 actua, conjuntamente com Os Tubarões, no Coliseu dos Recreios. “Kianda Kianda”, O seu segundo álbum, gravado em Paris para a editora Lusáfrica, foi lançado em 1994. Em 1996 é gravado o lítero-musical intitulado “O Canto da Sereia: o Encanto” em que é coautor com Filipe Zau. Outros cantores presentes no disco são Carlos Burity, Katila Mingas, Paulo Flores, Dino, Eduardo Paim e Fernando Tordo. Colabora também no disco “Luanda Lua e Mulher” de Filipe Zau.

O tema “Eu vi Luanda” é incluído na banda sonora do projecto “O mar: a música dos povos de língua portuguesa” dos brasileiros Oboré. É um dos nomes escolhidos para a compilação “África em Lisboa” lançada pela EMI no ano de 1998. Colabora no disco “Caminho longe: ao vivo dos Sons da Lusofonia promovido por Carlos Martins. Ainda em 1998 viu uma remistura de “Hailwa Yange Oike Mbela”, da autoria dos Underground Sound of Lisbon, ser um dos temas do disco “Onda Sonora:Red Hot+Lisboa”.

Também é editado o máxi-single “African Dreams” onde retomam a colaboração. Em 2000 a editora francesa Buda Musique lança compilação “Angola 80’s : 1978-1990” que inclui o seu tema “Lemba”. Em 2003 é lançado o disco “Mimbu Iami” gravado no Brasil e em Portugal. O disco “Ao vivo no B.Leza” inclui dois temas interpretados por Filipe Mukenga: Carnaval de Março” e “Osimanya”. Grava em Portugal o disco Sons da Fala do projecto com o mesmo nome. O disco é lançado em 2007.

Filipe Zau e Filipe Mukenga receberam o prémio Common Ground Music Award 2008, atribuído pela Associação Search for Common Ground, em Maio de 2008, durante a sessão de apresentação do CD “Angola solta a tua voz”, em que os dois músicos também colaboraram. Ambos colaboraram ainda com a Associação Unidos do Caxinde em “Os Nossos Reis”, música do Carnaval de Luanda 2008. “Nós somos nós”, o quarto disco do músico, foi totalmente gravado no Brasil. Contou com a direcção de Zeca Baleiro. Ivan Lins e Martinho da Vila também colaboram no disco.