Falta de investimento pode conduzir Benguela a uma crise de água “sem precedentes”

Falta de investimento pode conduzir Benguela a uma crise de água “sem precedentes”

A província de Benguela poderá enfrentar, nos próximos cinco anos, uma crise de água sem precedentes, caso o Executivo não faça investimentos nas áreas contempladas na terceira fase do projecto “Água para todos”.

O alerta foi dado na Quarta-feira pelo presidente do Conselho de Administração da Empresas de Águas de Benguela, Jaime Alberto, em conferência de imprensa, tendo revelado a necessidade de se investir na ampliação da ETALuhongo e alteamento do açude do rio Catumbela. O engenheiro advogou também a aquisição de novos equipamentos de apoio operacional, aprovação e financiamento dos sistemas de abastecimento de água para os municípios do Caimbambo, Cubal, Ganda e Chongorói, e na comuna do alto Catumbela, de modo a reforçar a capacidade de bombeamento de água. De acordo com Jaime Alberto, se esses investimentos, já inscritos no Plano de Acção do sector das Águas para 2018/2022 não forem executados com a urgência “e seriedade que se impõe”, Benguela vai viver, nos próximos 5 anos, uma “crise de água” sem precedentes.

O PCA das Águas, que procedia Quinta-feira, 19, ao balanço do ano 2019, manifestou-se insatisfeito com o facto de o corte dos subsídios ao preço não ter sido acompanhado de investimentos que pudessem, de certa medida, optimizar a sobrevivência da EASB, enquanto empresa estratégica, “pelo que continuamos a sobreviver com as receitas próprias”, queixou-se Jaime Alberto, que fala igualmente de excedente de 340 trabalhadores na empresa que dirige. “Actualmente, controlamos um total de 703 funcionários, sendo 470 detentores de contratos de trabalho por tempo indeterminado”, disse. Por outro lado, o engenheiro Jaime Alberto revela a facturação obtida pela empresa de que é responsável, no período que vai de Janeiro a Outubro do exercício económico prestes a terminar.

“No domínio da facturação, o balanço aponta para Kz 1.961.953.254,93, de Janeiro a Outubro, com uma cobrança de Kz 1.222.414.869,39, também neste período”, revela. Jaime Alberto salienta que, entre Janeiro e Outubro de 2018, a facturação foi de “Kz 1.278.110.163,48, ao passo que a cobrança foi de Kz 840.159.981,65”.