INADEC regista mais de 1800 reclamações em seis meses

INADEC regista mais de 1800 reclamações em seis meses

No período em causa foram registadas 1.650 denúncias, 2.411 visitas de constatação, 1.332 notificações, 344 multas e 30 apreensões que totalizaram 500 toneladas de produtos diversos e 24 suspensões temporárias de actividade. Wassamba Neto aconselha os consumidores no sentido de não fazerem contratos com empresas que tenham processos a decorrer em tribunal, tendo garantido que o INADEC está a trabalhar para solucionar as reclamações dos consumidores.

A Robert Hudson, Jefran lda, CSG – automóveis, TAAG, o Projecto Kussanguluca e o Kulanda Malls figuram entre as empresas que constam na “lista negra” do INADEC. As empresas que mais casos de reclamações tiveram foram Movicel, ENDE, CSG- automóveis, Alimenta Angola, Robert – Hudson, urbanização Boa Vida, Banco Sol, Ok-Imobiliária e restaurante fininho. Wassamba Neto explicou que o INADEC não conseguiu resolver alguns conflitos em função da gravidade, pelo que teve que submeter os processos à Procuradoria-Geral da República e ao Tribunal, designadamente o processo Jefran- Construção Civil e Obras Públicas, por incumprimento contratual.

O que envolve a empresa Big One também teve igual tratamento, pelo facto de a equipa do INADEC ter encontrado vários processos expirados. A Clínica Vida, devido à constatação de erro médico e a empresa Ocean Drive por incumprimento contratual. No sector das telecomunicações, sublinhou que as reclamações estão relacionadas a mensagens que os consumidores recebem sem autorização, sendo que muitos consideram invasão. Segundo Wassamba Neto, no que toca ao ensino foram realizados dois encontros com a Associação Nacional do Ensino Particular (ANEP), no sentido de reajustar os preços das propinas do ano lectivo que se avizinha, mas não tiveram êxitos.

“Nós não estamos contra, nem a favor, desde que se respeite todos os parâmetros da lei para se fazer o reajuste, o INADEC estará disponível para trabalhar e oferecer todo o contributo necessário”. Ainda no sector do ensino, o INADEC recebeu também duas reclamações da Corte 1 e 2, sendo uma delas relacionada com a Universidade de Belas, por ter condicionado a entrega de certificados aos estudantes. A instituição pedia aos alunos sete mil dólares para entregar os documentos. Foi possível ultrapassar a situação da Corte 1, e a da Corte 2 ainda está em discussão.

Uma das preocupações registadas no sector dos transportes foi a venda de viaturas, onde foi possível recuperar 40 mil milhões de kwanzas, resultantes da venda de automóveis com defeitos de fábrica a mais de 25 consumidores que reclamaram da empresa CSG – automóveis. Actualmente os trabalhos continuam no sector, tendo em conta que surgem outros registos de reclamações que ainda não tiveram resolução.

Declarou que a empresa Fuji Sawa Motors restituiu a uma consumidora uma viatura nova de marca Hyundai Accent, resultante da reclamação apresentada, em substituição de um bem defeituoso. A companhia aérea Air France também entrou nas estatísticas do INADEC, mas pela positiva. Procedeu à devolução de 900 mil kwanzas a um consumidor pelo facto de não ter utilizado os bilhetes de passagem.