Presidente da UNITA considera OGE para 2020 um “desastre” para o país

Presidente da UNITA considera OGE para 2020 um “desastre” para o país

Para o político, terse-á, em 2020, um verdadeiro “desastre” sobre a perspectiva da recuperação económica, numa altura em que poucos sinais se evidenciam para o fim desta situação. Em declarações à imprensa, no fim da audiência com o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, na Quinta-feira, Adalberto Costa Júnior sugeriu ao Executivo liderado pelo Presidente da República, João Lourenço, a revisão desse instrumento de gestão macroeconómica e atira-se, igualmente, contra Lei-quadro do Orçamento Geral do Estado.

Na leitura da UNITA, sublinha o líder partidário, este instrumento legal continua a dar ao Presidente da República liberdade de endividar o país sem, no entanto, negociar caso a caso com a Assembleia Nacional. “Não há um tecto do endividamento complementar, há sim autorizações do limite pontual de cada vez.

Mas, no fim do tempo, a Assembleia não se pronuncia sobre as autorizações graduais”, reclama. Ao continuar-se nesse estado de coisas, sustentou que Angola poderá caminhar para aquilo a que chamou de “precipício”. Para o político, a fórmula para a inversão desse o quadro passa pela alteração da Constituição da República de Angola (CRA). “Na nossa leitura, e os especialistas têm chamado atenção, o problema da crise não se resolve apenas com programas económicos”, diz. Sem perder de vista o quadro económico do país, o presidente da UNITA manifesta-se preocupado com o acordo que o Governo angolano firmou com o Fun
do Monetário Internacional (FMI).

Para ele, o programa desta organização não vai produzir bons resultados para o país. De acordo com Adalberto Costa Júnior, o programa do FMI não contemplou aspectos de alguns instrumentos de gestão do Governo considerados cruciais e cita como exemplo o PRODESI.

Adalberto agradece o voto de militantes

O presidente do partido do “galo negro” visitou na Quinta-feira, 19, a província de Benguela, com o objectivo de agradecer à massa militante o voto em si depositado em Novembro deste ano, que permitiu a sua escolha como o novo líder da UNITA. Na manhã deste mesmo dia, o líder partidário foi recebido, em audiência, pelo bispo da diocese de Benguela, Dom António Jaka, e pelo governador Rui Falcão Pinto de Andrade.

Com o governador de Benguela, Adalberto Costa Júnior abordou questões relacionadas com o estado social e económico da província de Benguela à luz do exercício económico 2019. De Rui Falcão, Adalberto recebeu informação à volta de projectos desenvolvidos pelo Governo local no exercício económico de 2019, os quais considerou animadores. Porém espera que tenham surtido efeitos positivos na vida do cidadão.

Adalberto Costa Júnior é desde 15 de Novembro de 2019 o presidente da UNITA, saído do XIII congresso, em substituição de Isaías Samakuva, que dirigiu o partido durante 16 anos. Samakuva esteve à frente desta força política após à morte de Jonas Savimbi, em combate, em 2002, no Moxico, e conduziu a transformação da UNITA de um partido militarizado para um partido político, permitindo, deste modo, a sua normalização institucional como força política.