Banco de Leite Humano com fraca capacidade de resposta por falta de doadoras

Todas as mulheres saudáveis que estejam a amamentar são chamadas a doar um pouco do seu leite, de modo a atender os pedidos que chegam ao Banco de Leite Humano (BLH) da maternidade Lucrécia Paim. Em função da carência deste líquido, a instituição atende apenas os bebés prematuros internados na unidade sanitária, revelou a médica Elisa Gaspar

Por:Stela Cambamba

Sem avançar o número de doadoras de que a instituição necessita, considerando que o público-alvo deste serviço é maior, a coordenadora do Núcleo de Aleitamento Materno da Maternidade Lucrécia Paim apela a todas as mulheres que reúnam esses requisitos a fazê- lo. Por terem em quantidade insuficiente, os técnicos deste banco optam por atender os pacientes em função das prioridades, o que esperam inverter com a contribuição dessa franja da sociedade. Na lista dos bebés que gozam de prioridade estão os prematuros internados na Maternidade Lucrécia Paim, local onde está localizado o banco. “Temos recebido muitos pedidos, principalmente de mães seropositivas. São os pais que solicitam, mas, infelizmente, não podemos atender todas, em função do pouco leite de que dispomos”

O Banco de Leite Humano actualmente conta com 56 doadoras regulares. Elisa Gaspar defende que o baixo número de doadoras se deve ao facto de a instituição ser nova e para inverter o quadro vão organizar, em Janeiro de 2020, campanhas de sensibilização no sentido de aumentar o número de doadoras. Para o efeito, neste momento o programa já tem um rosto.

Estratégia para atracção de doadoras Para além das campanhas de sensibilização, tendo em conta o objectivo principal de dar leite a todos os bebés necessitados e acabar com o leite artificial nos hospitais, o BLH realizará também mais formações dos técnicos que vão assegurar o funcionamento de outros bancos de leite que serão criados no país ao longo de 2020. “Para os bebés, o leite materno é vida. É padrão ouro a nível do mundo para as crianças, sobretudo os prematuros, ouqueles cuja mãe padece de alguma enfermidade e não pode amamentar”. BLH trabalha ainda no sentido de fazer chegar a todas as mães e não só, a importância e os benefícios do aleitamento materno. “Nós fazemos questão que as mães amamentem os seus filhos, por ser muito saudável.

O leite materno tem toda a água necessária, todos os sais minerais e vitaminas necessárias para o crescimento e desenvolvimento normal duma criança”, sublinhou Elisa Gaspar. Sobre as vantagens, frisou que toda a mãe que amamenta tem protecção contra o câncer do colo do útero, o câncer da mama e muitas outras doenças. No que toca a criança, fica protegida, sobretudo quando é amamentada com o primeiro leite, que as mães chamam de “água” e a classe médica chama-lhe cluster. D e acordo com a pediatra, o leite é considerado a vacina de beber, porque é a imunidade. Todo o bebé que mama peito desde os primeiros minutos longo após o nascimento e exclusivamente até aos seis meses são bebés saudáveis e estão imunes a infecções como diarreias, otites, doenças hipertensivas, que é conhecida na classe médica como doença da infância no adulto.

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