Exército ganha mais de 90 novos licenciados no Lobito

Exército ganha mais de 90 novos licenciados no Lobito

As Forças Armadas Angolanas (FAA) contam, desde Sexta-feira, com 96 novos licenciados, formados na Academia Militar do Exército (AMEX) do Lobito, província de Benguela, naquele que é o terceiro grupo de especialistas desde o início dos cursos, em 2013

Aumenta para 348 o número de cadetes já licenciados pela Academia Militar do Exército, com o lançamento deste grupo. Os cursos vão desde infantaria, tanques, telecomunicações, artilharia terrestre, defesa antiaérea, protecção nuclear biológica e química, engenharia militar, técnica auto-blindada, especialistas em armas e munições, administração, justiça militar e educação patriótica. Intervindo na cerimónia de outorga de diplomas de licenciatura, o comandante daquela instituição de ensino superior militar, tenente-general António José de Sousa Queirós, considerou a formação militar, académica e comportamental de qualidade como os pilares da AMEX, adiantando que os novos oficiais do quadro permanente preencherão a linha de comando das unidades das armas e asseguramento do Exército. Considerou os cinco anos de formação como um processo longo e exigente, mas ao mesmo tempo motivo de orgulho para os finalistas, já que são parte dos 3.705 candidatos que haviam sido inscritos inicialmente.

Destes, 3230 foram apurados e apenas 107 admitidos e matriculados, tendo concluído 96, o equivalente a uma taxa de aproveitamento na ordem dos 82 porcento. Relativamente ao ingresso voluntário de cidadãos para a frequência dos cursos de licenciatura em Ciências Militares na instituição, o comandante explicou que o anúncio é feito nos órgãos públicos de comunicação social e nos distritos de recrutamento e mobilização a nível das 18 províncias do país. Por outro lado, lembrou que, antes da criação das instituições de ensino superior militar, o país investia enormes recursos para a formação no exterior, em busca de valências nas especialidades das armas e asseguramento.

“Essas despesas constituíam um peso enorme à economia nacional, por isso, com a criação destas instituições de ensino superior militar, grande parte desta formação tem sido realizada no país, o que tem inspirado a Academia Militar a elevar a qualidade de ensino para responder às necessidades do Exército”, referiu. Durante os cincos anos de formação, os licenciados foram submetidos, entre outros, a técnicas de especialidades nas unidades do exército, curso de investigação operacional, mini curso de Agência Reguladora de Energia Atómica e laboratório de química aplicada, prática de comando, manobras académicas com tiro combativo e visitas de estudo comparativos da batalha do Cuito Cuanavale.