“Cerca de 60 mil pessoas beneficiaram das feiras de saúde da UNITEL”

Quando a porta da sala de reuniões se abre, um sorriso penetra com a directora-geral adjunta da UNITEL para os Assuntos Corporativos. Não poderia ser o contrário. Ela é a responsável pela outra parte da empresa que a população só sente através das feiras de saúde, atribuição de bolsas de estudo e a comunicação. Quis um dia formarse em Saúde, mas acabou ‘arrastada’ pelo Direito. “Já atendemos mais de 60 mil pessoas nas feiras da saúde”, atirou Eunice de Carvalho, a dado momento da entrevista. Mas as acções da companhia vão mais além, através dos sectores da educação, empreendedorismo, arte e cultura. Foram estas acções que serviram de mote para a conversa que se segue

entrevista de Dani Costa
fotos de Vírgilio Pinto

Disse, há algum tempo, ‘sejam criativos na forma de se apresentarem e estejam prontos para em poucos minutos criarem um impacto e uma proposta de valor’. Há dois anos que lidera a área social da UNITEL. Quais são os projectos de impacto que já implementou? Fazendo um ponto de situação sobre os últimos dois anos, acho que têm sido utilizados para firmar a nossa estratégia de responsabilidade corporativa. Para sermos pró-activos e incisivos, contrário ao que fazíamos no passado, em que actuavamos de um modo reactivo e sem muita estrutura naquilo que fazíamos.

Hoje, a nossa estratégia assenta no uso da tecnologia e dos recursos humanos que advêm da actividade da UNITEL para afectar a mudança em Angola, especificamente nas áreas da saúde, educação, empoderamento económico, arte, cultura e desporto. Nestes dois anos, o que fizemos foi trabalhar por baixo destes pilares. Na saúde, podemos realçar por exemplo, com esse uso de tecnologia, o nosso programa ‘Saúde Móvel’, que temos implementado, neste momento, no Bié, na Huíla e no Huambo. Mais de 28 mil mães participam no programa.

 Elas, quando vão aos centros de saúde fazer as consultas pré-natal e são registadas neste programa com os seus números de telefone, a partir do momento em que dão a luz, elas começam a receber, durante um período de seis meses, mensagens gravadas em português e em umbundu com conselhos sobre cuidados a ter com o bebé e com elas. Há também conselhos sobre a importância da amamentação, das vacinas. Então, é uma forma de chegarmos muito mais rápido a estas mulheres e de forma eficiente. É a custo zero para clientes da UNITEL e temos, como disse, 28 mil mães que estão a passar por isso. Está a correr muito bem, o feedback que temos é de que as mães estão a pedir para se alargar para 24 meses e não os habituais seis meses. Também temos muitos pais que estão interessados, porque em muitas famílias só há um telemóvel: o que pertence ao pai.

O que fazemos no ramo da saúde é tentar levar informação relevante às pessoas e criar acesso. Temos também as feiras UNITEL. Este ano fizemos cerca de 20, em Angola. Aqui estamos a falar de uma população extremamente carente, que não tem acesso às instituições de saúde pública. Estivemos na Huíla recentemente, fizemos cinco feiras em lugares como a Jamba Mineira, em que as pessoas não têm acesso, muitas das vezes, a estes cuidados de saúde. Em parceria com as instituições do Estado e algumas privadas, fazemos as feiras da saúde UNITEL. Acho que este ano tivemos entre 50 a 60 mil pessoas que beneficiaram desta feira.

Quais são os outros projectos em carteira?

Na educação, temos também o programa de bolsas de estudo. O nosso foco é melhorar o acesso à educação, criar oportunidade e poder promover a excelência do estudante angolano. São jovens que sabemos serem capazes e precisam é de uma oportunidade. Então, criamos estas oportunidades dentro e fora de Angola. No empoderamento económico, queremos que as famílias vivam de forma condigna. Como é que podemos melhorar as receitas destas famílias, onde é possível usando a tecnologia? Na arte e cultura, sabemos que a cultura faz o homem. Desde o seu início, a UNITEL está no patrocínio de grandes shows de música, como a Festa da Música UNITEL, o Show do Mês e outros eventos de menor escala, mas não de menos importância, e o desporto.

Despedimo-nos das nossas mulheres angolanas que foram ao Japão para o Campeonato Mundial e também as actividades de desporto que fazemos junto das comunidades. A UNITEL tem um leque de actividades muito grande, porque, além destas áreas, temos também o Clube da Criança, que é um projecto específi co em que trabalhamos com mais de duas mil crianças em toda Angola, onde fazemos de tudo, desde as aulas de programação com o programa UNITEL Code. Este ano, acho que vamos chegar às 300 crianças que estão a fazer aulas de programação. Já estivemos em Cabinda, no Cunene, Cuando Cubango e Bié. São turmas de 40 crianças, sendo 20 de escolas públicas e 20 crianças de um orfanato. Temos tido surpresas muito interessantes.

No Cunene, por exemplo, os professores levaram material para uma semana de aulas de programação. Depois de dois dias, as crianças já tinham concluído todas as tarefas. E estas são crianças que nunca tiveram acesso a computadores. O que achamos interessante é que isso mostra o potencial que as crianças angolanas têm e que o que precisamos é de dar uma oportunidade. O Clube da Criança, que trabalha, por norma, com crianças em lares de acolhimento ou orfanatos, é para a questão da inclusão, seja ela do género, digital, sócio-económica. Isto é para não deixarmos ninguém para trás neste movimento que estamos a promover para Angola.

O país vive um momento de crise económica e as famílias estão mais pobres. Esta situação aproximou ou afastou as famílias da UNITEL? Tem aproximado. Em parte porque a UNITEL leva em conta este momento que estamos a atravessar enquanto país e o impacto que está a ter em termos dos pacotes e das promoções que estamos a fazer para assegurar que as pessoas continuem a comunicar. Achamos que hoje em dia o uso de um telemóvel, sendo ele para voz, para uma chamada ou acesso à Internet, tornou-se uma necessidade crítica na vida das pessoas. Continuamos a trabalhar para ver formas de continuar a oferecer este serviço de modo acessível. Recentemente, com a implementação do IVA, naquilo que tange aos serviços de dados, a UNITEL assumiu o valor do IVA.

Em termos sociais, as pessoas estão a solicitar mais da UNITEL?

Certamente. Sentimos muito mais que as pessoas estão a aderir aos nossos programas. Há um aumento de necessidade e de procura. Vemos isso no sector da educação, em que temos muitas famílias que não conseguem proporcionar acesso à universidade para os seus fi lhos. Então, aqui temos uma maior adesão nos programas que temos de bolsa, de apoio ou de certifi cações por parte dos jovens. Nos programas de saúde, sentimos o impacto que esta fase que atravessamos está a ter nas pessoas.

Quem aceda ao vosso site encontra o slogan : ‘UNITEL, a companhia de e para todos os angolanos’. Têm conseguido alcançar isto?

Estamos sim. Na área social, em particular, temos actividades nas 18 províncias de Angola. Em termos da nossa estratégia, é uma defi nição muito fi rme de não nos concentrarmos só em Luanda, porque Angola não é só Luanda. Então, temos vários programas, como o Comunicar Called, que ainda não implementamos em Luanda. Este ano já estivemos no Cuando Cubango, Moxico, Namibe e Cabinda. Como temos operações e lojas da UNITEL nas 18 províncias, colaboradores, fazemos questão de estar presentes com os programas da área social em todas as 18 províncias.

É verdade que queria ser médica?

Sim.

A paixão pela medicina faz com que esteja muito ligada aos projectos da área da saúde em detrimento da educação e outros sectores? Eu acredito que não. Claramente que tenho esta inclinação e este interesse, mas não acredito que se esteja a investir de forma desproporcional para a saúde.

Porquê que uma empresa como a UNITEL se preocupa com a saúde?

É que nós sabemos que se as pessoas não tiverem saúde, todo o resto não importa. Precisamos de angolanos sãos. Mas também tenho uma paixão muito grande e a UNITEL também está na área da educação, daí os programas de bolsas de estudo e de certifi cações que temos estado a fazer. Achamos que, depois do homem estar com saúde, precisa de ser educado. Depois, eventualmente, precisa de pôr esta educação ao serviço do trabalho e daí vem a inovação. Então, estas três áreas, nomeadamente a saúde, educação e o empoderamento económico, são os três pilares mais fortes daquilo que nós fazemos.

Quais são as razões por trás do forte investimento que fazem na matemática?

Nós somos uma empresa de telecomunicações. E quando olhamos para uma empresa de telecomunicações, a matemática e a física são partes chaves disso. Quando olhamos para o mundo, hoje, a transformação digital que está a ocorrer, também chamada como a quarta revolução industrial, passa pelos sectores das telecomunicações. Diz-se que em 2030 quem não tiver noções básicas de programação vai ser considerado analfabeto. Daí a importância da programação, da matemática, da física e de estarmos a promover este conhecimento já desde o ensino de base para os nossos jovens angolanos. É para assegurar que nós sejamos parte desta transformação e não só em virtude de sermos arrastados para aquilo que os outros fazem. Mas nós também criamos as nossas soluções, não só para os nossos problemas aqui em Angola, mas, quem sabe, outras partes do mundo. É muito importante este foco nas ciências.

Mas quando se fala das Olimpíadas de Matemática não se associa mais o nome UNITEL. O que se passa?

Historicamente, a UNITEL já esteve associada às Olimpíadas de Matemática. Creio que o ano passado foi o primeiro em que não participamos. Temos participado: o prémio que é dado ao vencedor, que é o estabelecimento de uma sala de informática na escola dos venvencedores, tem sido da UNITEL durante muitos anos. No ano passado, houve um desajuste com o Ministério da Educação, mas não é por falta de interesse da UNITEL. Temos todo o interesse, inclusive continuamos a trabalhar com várias universidades nesta área das ciências. Só este ano é que não tivemos participação, mas temos participado historicamente.

As disciplinas de matemática e de física são as que perseguem também no programa de bolsas de estudo? No programa de bolsa de estudo estamos à procura de jovens mulheres que queiram estudar ciências das telecomunicações e de comunicação. A matemática é uma componente, mas estas bolsas não são, por exemplo, para alguém que queira fazer licenciatura nesta disciplina. Mas nas ciências de telecomunicações e de comunicação a matemática é componente muito forte. Não estamos a olhar para as pessoas que serão formadas nestas áreas porque, eventualmente, venham a ser grandes quadros para a UNITEL, mas porque queremos formar pessoas que possam ser grandes quadros para qualquer empresa que esteja à procura de pessoas formadas nestas áreas. Este é o caminho do futuro.

A área de telecomunicação e comunicação, hoje em dia, não é só fazer uma chamada, mas sim a transformação digital. Oferece soluções nas áreas da indústria, medicina ,agricultura e, mais uma, vez precisamos de angolanos prontos para isso. Há países no mundo, hoje, onde os governos estão já a analisar quais serão as profi ssões do futuro. Uma criança que nasce hoje, muito provavelmente, vai ter um emprego que ainda não existe. Mas em outras partes do mundo já se está a ver isso, determina-se para aonde é que a indústria vai.

Há profissões que se estão a tornar irrelevantes, faculdades que já não estão a oferecer cursos nestas áreas, porque já existe um número considerável de pessoas formadas nestas áreas. Agora o foco é nas novas áreas que estão por vir. Estamos a tentar fazer um bocado desta orientação, olhar e dizer: ‘vamos continuar a precisar de pessoas que estudem um pouco de recursos humanos ou sociologia, mas também precisamos de pessoas que estejam a estudar disciplinas de base para estas novas profi ssões de futuro, que vão permitir que Angola no seu desenvolvimento não tenha que passar 50 anos para chegar a um ponto como foram outros países’. Hoje, com a tecnologia, podemos pular etapas e chegar muito mais cedo a este desenvolvimento que quer e m o s ver para o nosso país.

“A UNITEL é líder na promoção de startups”

Há muito interesse nas mulheres. Não contam com os homens para este desafio? Não. O que é isso? Primeiro, qualquer questão de género envolve homens. Não vamos poder mudar a condição das mulheres em Angola e no mundo se não tivermos os homens como parceiros.

Mas neste programa só se pensa nas mulheres… Neste programa em particular sim, por isso é ‘Mulheres para o Futuro’, porque em todo o mundo o número de mulheres que trabalham nesta área é 20 por cento. Isso porque as mulheres não são encorajadas e outras desencorajadas de estudar matemática e ciências. Daí, um número menor estuda e entra para estas áreas. É importante ter diversidade nesta área e noutras, porque, fruto da diversidade, vem a inovação e um melhor produto. Está comprovado que equipas diversas conseguem entregar melhores resultados. Nós, UNITEL, temos aproximadamente 3300 colaboradores, dos quais 37 por cento são mulheres. 40 por cento dos nossos gestores são mulheres. São números consideráveis, mas mesmo dentro da UNITEL, se olharmos para as áreas técnicas, o número de mulheres vai abaixo de 20 por cento. Então, este programa, em particular, é só para mulheres por esta razão. E está aberto a mulheres em todo o território nacional e queremos ter a certeza que as nossas mulheres se possam candidatar. Mas não olhamos só para as mulheres.

Quais são os programas virados para o segmento masculino?

Nós, por exemplo, temos as certificações Cisco, que são as certificações CCNA. A rede da UNITEL em muitas áreas são Cisco e para se poder trabalhar nelas os técnicos têm que ter certas certificações profissionalizantes. Nós certificamos na nossa Academia UNITEL os nossos colaboradores. Mas, este ano, estamos a certificar 30 jovens do Makarenko e do Alda Lara e aí não há distinção de género. Estamos à procura dos melhores candidatos. Por exemplo, na primeira turma que veio do Makarenko tivemos três mulheres. Na primeira do Alda Lara, de um total de 10, tivemos cinco mulheres. Mas aí o género não era exigência. Era competência, as notas e o desempenho. Estamos a dar oportunidades a homens e às mulheres. Mas neste programa em particular, pelas razões citadas, estamos a dar uma prioridade às mulheres.

No início deste ano, em parceria com a Huawei, implementamos o programa ‘Sementes para o Futuro’, em que durante duas semanas estudantes de quase todos os países do mundo fazem uma visita cultural e de estudo à República da China. Primeiro a Pequim e depois a Shenzen, que é a sede a Huawei. Eles têm a oportunidade de visitar e interagir com os técnicos dos laboratórios da Huawei que estão a trabalhar no 5G. Seleccionamos 10 jovens angolanos, dos quais duas mulheres, e foi uma experiência tremenda para eles. Eu fui para a cerimónia de encerramento e foi interessante vermos aqui em Luanda, antes de partirem, e duas semanas depois de estarem na China. Os olhos deles abriram-se para o mundo, o que tem muito a ver com o título do programa: ‘Sementes para o Futuro’.

O que viu nos olhos dos jovens?

Havia jovens naquela delegação que nunca tinham saído de Angola. Acho que havia um que nunca tinha saído de Luanda. Então, para chegar a China, andar num comboio que vai a 300 quilómetros por hora, em cidades como Shenzen e Beijing, onde ninguém usa dinheiro em espécie ou cartão de crédito, tudo é feito com pagamentos móveis a partir do telefone, já imagina. Estavam em laboratórios onde se está a trabalhar no 5G em inteligência artificial. Eram coisas que só tinham lido e visto na televisão. Voltaram a saber o que é possível, o que é que o mundo oferece, o que têm que primar em termos dos estudos para o desenvolvimento deles aqui. Então, foi este abrir dos olhos e uma visão do mundo com que, muito honestamente, a maior parte dos angolanos não está familiarizado.

Temos uma impressão da China, por exemplo para quem nunca lá esteve, que a meu ver não é adequada àquilo que verdadeiramente a China é e o que estão a fazer, como a Huawei em particular, com a sua tecnologia. Este contacto com outras culturas e estudantes de outros países foi muito importante para eles. Há também a questão da excelência, porque para chegarmos onde precisamos ir temos que primar pela excelência. Eles voltaram e temos estado com eles em palestras para outros jovens. Em 2020, iremos enviar mais um grupo de 10 estudantes para participar no programa. É um compromisso que temos com a Huawei de três anos: 10 estudantes por ano.

Faltam poucos dias para terminar o período de inscrição. Como é que tem sido a adesão?

A adesão tem sido boa em termos de números gerais. A nossa preocupação é sempre que, como há uma carência tal de acesso ao ensino superior, nestas oportunidades os jovens nem sempre se concentram naquilo que são os requisitos. Então, tal como foi no ano passado, temos candidaturas de homens ou de pessoas que não estão a estudar nas áreas que estamos a procurar. Mas até agora a adesão tem sido boa, queremos encorajar as jovens para anteciparem este trabalho e não esperarem até ao último minuto para fazer as candidaturas.

Qual é a diferença entre este programa virado para as mulheres e o Top Students?

O Top é um programa da Unitel que já existe há muitos anos, em que a empresa procura estudantes nestas áreas das ciências e tecnologias de comunicações e estejam a concluir o ensino superior com uma média de 16 ou melhor. Estes jovens são seleccionados, vêm para a UNITEL para fazer um estágio. Na conclusão do estágio, que é remunerado, se tiverem um bom desempenho lhes é oferecido um contrato na UNITEL. O programa ‘Mulheres para o Futuro’ casa com o Stop Students. As finalistas do programa ‘Mulheres para o Futuro’ que concluírem a licenciatura com média de 16 ou mais, vão entrar para o Stop Students, fazer o estágio remunerado, se tiverem um bom desempenho lhes será oferecido um contrato de trabalho.

Mas chegaram a enviar jovens ao Reino Unido para estudarem agronomia. Foi uma situação ad hoc ou esta vertente está inserida na incubadora de negócios?

A UNITEL é accionista de uma empresa que tem um projecto agrícola em Malanje: Unicanda, que é uma fazenda de cinco mil hectares e que está já operacional. Como parte deste projecto, nós enviamos seis jovens angolanos para a Inglaterra para fazerem uma pós-graduação em agronomia. Os jovens foram seleccionados fruto de um concurso em que houve mais de 500 submissões. Eles estiveram o ano académico passado na Inglaterra e voltaram agora em Setembro. Estão já enquadrados e a trabalhar em Malanje, no projecto, em sistema de rotação nas várias áreas para fazer uma aplicação prática daquilo que foi a pós-graduação.

Tive o prazer de os visitar no mês passado e ver que há seis jovens que saíram daqui muito comprometidos com aquilo que lhes estava ser oferecido. Voltaram, trabalham no campo, longe das suas famílias, mas muito motivados e incentivados para dar o seu melhor para Angola. Iremos continuar a apostar na área da agricultura. O projecto continua e continuamos a procura por oportunidades para formar angolanos, principalmente ao nível de pós-graduação e daquilo que é a gestão de projectos agrícolas. É uma deficiência que encontramos no mercado na medida em que fomos montando este projecto. No ano que vem vamos fazer mais investimentos no ramo da educação relacionado à agricultura.

A UNITEL tem acompanhado o surgimento e desenvolvimento de startups em Angola? Certamente. A área da inovação tem a ver com as startups. É uma área em que a UNITEL está muito investida, há muitos anos. Atrevo- me a dizer que, em termos de promoção das startups em Angola, a UNITEL é a líder desde o nosso concurso UNITEL Ups, que este ano teve a quarta edição. Foi um concurso que começou com a intenção de fazer crescer o ecossistema de programação e de startups em Angola. Esta quarta edição foi focada exclusivamente em startups: o vencedor foi o Kubinga. Recentemente, como parte do prémio, foi com a UNITEL ao Websummit em Portugal, que é o maior evento mundial do seu género. Tivemos fortes concorrentes de startups angolanas, como exemplo o Te Leva, que é do grupo Tupuca, e outros.

O que demonstra que em Angola estamos, sim, a trabalhar neste sentido, a crescer e que o desafio agora não é só a criação de startups, mas como é que elas se enraízam e se desenvolvem enquanto negócio. Deixa de ser mais novidade e tornam-se mesmo negócio. E que os serviços oferecidos sejam utilizados pelas pessoas. A UNITEL não só faz a promoção, com um concurso como a UNITEL Ups, mas muitos dos participantes, como, por exemplo, o Bilhete On Line, que é uma startups que permite ao consumidor fazer compra de ingressos para eventos como shows de música, não foi o vencedor em 2018, mas hoje os eventos da empresa, como a Festa da Música, os bilhetes são adquiridos via online. A nossa promoção não passa só por dar exposição, mas também tornalos fornecedores da UNITEL e promover para que outras empresas e a população em geral façam uso destes serviços.

 

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