Galeria ELA encerra ano de 2019 com saldo positivo

Não obstante os vários ciclos expositivos, colectivos e a solo, a referida galeria também esteve este ano presente em três importantes eventos internacionais, em Fevereiro, na Cidade do Cabo, em Setembro, em Joanesburgo, África do Sul, e, em Novembro, em Paris, França

Por:Augusto Nunes

O director do ELA – Espaço Luanda Arte, Dominick Maia, afirmou esta Segunda-feira, a OPAÍS que o ano de 2019 foi marcado por três ´C´s: Consolidação, Consistência e Coerência para a referida galeria. Referiu que ao contrário do que um crítico afirma, a Arte e a Cultura em Angola encontram-se de saúde, e não na “mesmice” – pese embora o agudizar da crise económica e o relativo pouco apoio do Ministério da Cultura nas artes visuais, assinalado pela ausência do país na Bienal de Veneza. Dominick Maia recordou, que durante o ano, foram realizadas no ELA, exposições a solo dos artistas angolanos, Uólofe Griot, Ricardo Kapuka, Joana Taya e a estreia de Suekí, e uma parceria com a Neovibe na mostra da II Edição da Noart.

“Celebramos mais uma homenagem colectiva ao Mestre e Pai Espiritual da Arte Contemporânea em Angola, o Kota Kapela”, disse Dominick. Ainda neste quadro, acrescentou, foi também apresentada a exposição colectiva da 8ª Edição do (JAANGO) Nacional com instalações de Adriano Cangombe, Engrácia Gouveia, Osvaldo Ferreira e de Serafim Serlon.No mesmo recinto, foi divulgada a exposição colectiva da 8ª Edição do Vidrul Fotografia, num diálogo entre Nguxi dos Santos e Djelsa Ariana, tendo terminando o ciclo expositivo deste ano, com a IV Edição do Vidrul Convida com Fotografia de 2011, do artista são-tomense, René Tavares

Certames internacionais

No que diz respeito a feiras, Dominick Maia, referiu que o ELA esteve em três certames internacionais, em Fevereiro, na Cidade do Cabo, e Setembro, em Joanesburgo, África do Sul, terminando em Paris, França. Para Dominick Maia, o ano de 2019, foi também um ano de dinamização e expansão do Angola AIR, a Primeira Residência Artística no país para não-angolanos. “Tivemos em território nacional e em encontro com os seus contemporâneos nacionais: a afro-americana Ayana Jackson, o Franco-Queniano, Evans Mbugua, o Afro-Brasileiro, No Martins, o Franco-Afro-Brasileiro Alexis Peskine, e o Franco-Guineense Nú Barreto”. No entender de Dominick Maia, foi importante ajudar a colocar Angola na trilha internacional das artes, catalisar a pesquisa e o diálogo académico inter e intra-continental, promovendo o Turismo Cultural.

Visitas

Não obstante as actividades já referenciadas, a Galeria ELA – Espaço Luanda Arte, recebeu em 2019, visitas semanais de escolas e universidades públicas e privadas, num total de mais de 1.600 alunos, que passaram pelas nove exposições. Através da importante parceria com a UNITEL foi registada a visita mensal sob forma de workshop artístico de expressão oral e corporal, de lares e orfanatos de Luanda , totalizando assim, 12 workshops com mais de 720 crianças no total. “Acreditamos que fizemos o nosso pequeno contributo para que de facto a voz diversa da Arte e Cultura Nacional, seja cada vez mais educada, manifesta e ouvida, de forma diversificada, tanto em Angola quanto além-fronteiras, realçou Dominick, na esperança de que 2020 seja um ano ainda mais importante e decisivo no Plano da Arte e Cultura Nacional.“O ELA aqui estará para dar o seu contributo e para ajudar a fortalecer o colectivo”

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