O que é media intelligence?

Não é bem adivinhar, mas sim, prever. E com graus de probabilidade consideráveis. Media intelligence é a dimensão da capacidade que um indivíduo ou uma organização têm, para antecipar (ou infl uenciar) as notícias, antes dos factos acontecerem. Há uma canção, universalmente conhecida, do cantor britânico Elton John, chamada “My song”, que tem uma frase tão simples e óbvia que chega a parecer enigmática. “It may be quite simple, but now that it’s done”. Em português quer dizer qualquer coisa como, “Agora que isto já está realizado, é que parece fácil de fazer”. É uma frase que carrega simultaneamente uma certa estranheza e até admiração. Como um “Ovo de Colombo”. Qualquer coisa que parecia óbvia mas de que até um dado momento ninguém se tinha lembrado que pudesse acontecer. Que ninguém tinha podido intuir. Como dizia Sir Elton John “essa coisa” (o insight) parece óbvio, mas raramente é. Mesmo que pareça uma consequência de deduções muito simples, resulta, ao contrário, de processos intricados que agregam múltiplos fatores e se conjugam de forma complexa. Este é o território inovador do “Media Intelligence”. Visto com menos atenção, este processo parece até parece apresentar- se de fácil dedução. Como uma coisa muito simples e ao alcance de qualquer um. Mas não é verdade. É preciso aprender muito para começar a adivinhar o futuro. Para que os “insights” – conhecimentos que resultam de um processo de utilização de perspicácia, perceção, discernimento, inteligência, rapidez de processamento, ou mesmo, intuição – sejam de qualidade e não persigam caminhos erróneos, é necessário conhecer profundamente o enquadramento de cada situação, as personagens que os habitam, o seu comportamento expectável e as exclusões admissíveis. Depois de encontradas, tipifi camse as variáveis relevantes através da análise minuciosa dos dados – data e metadata – encontrados nas várias fontes de informação, que são normalmente abertas, em suporte tradicional e online. Só então, aplicando os modelos de “media intelligence”, podemos tentar “antecipar” o futuro. Se assim fi zermos — olhando com nova atenção uma semana de notícias no jornal — será sem surpresa que as nossas previsões começam a dar certo . Aplicando bem o método Media Intellligence conseguem-se aproximações a que os ingleses chamam – likely future directions – que, mais ou menos plausíveis, acrescentam sempre conhecimento e são uma importante vantagem competitiva para quem “saber” o futuro antes dos outros. A música diz tudo. Parece fácil. Mas não é.

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