Protecção Civil quer baixar ocorrências na quadra festiva para menos de mil

Protecção Civil quer baixar ocorrências na quadra festiva para menos de mil

O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros em Luanda quer reduzir significativamente o número de ocorrências em relação às registadas no período homólogo passado, entre Dezembro de 2018 e Janeiro de 2019, cifradas em 1036, revelou o seu porta-voz, Faustino Minguês

Por:Paulo Sérgio 

O porta-voz do SPCB garantiu que todos os efectivos da sua corporação estão engajados para o asseguramento da época natalina e da passagem de ano e têm os meios técnicos preparados para poder dar resposta a qualquer situação que advier. No entanto, o grande problema deles não se prende com a capacidade de resposta, mas as acções preventivas. Para inverterem o quadro, têm realizado palestras, seminários e campanhas de sensibilização junto das comunidades, elevando a cultura preventiva esperançosos de reduzirem a cifra registada em igual período do passado. “No período de Dezembro de 2018 a Janeiro de 2019, foram registados um total de mil e 036 ocorrências, entre as quais, 444 incêndios e 113 acidentes, num período de 60 dias. Nós queremos é mitigar o volume de ocorrências nesse período”, frisou.

Descreveu como sendo um período bastante sensível, que requer o engajamento de todas as forças, no sentido de poder garantir a segurança mais no ponto de vista preventivo. Pelo que, nos dias 24, 25 e 26 a prevenção dos efectivos do SPCB será a 100 por cento, o mesmo acontecerá nos dias 30 e 31 de Dezembro e no dia 1 de Janeiro de 2020. Em relação à protecção nas praias de Luanda, revelou que entre as várias actividades de prevenção aos afogamentos, a partir das 9 horas de hoje realizam uma campanha de reposição de algumas placas em cinco praias proibidas, entre as quais, a da Rua 11, do Pôr-do-Sol e Km 26. “Nestas praias já existiam placas, mas, infelizmente, foram vandalizadas. Vamos fazer a reposição no sentido de alertar as pessoas, garantindo a segurança durante e depois da quadra festiva e fim de mitigarmos o elevado número de mortes por afogamento ao longo da orla marítima”, frisou.

Prevenir para evitar dor

Faustino Minguês disse que têm vindo a realizar alguns trabalhos de inspecção e vistoria em alguns locais privados, de pessoas que manifestam interesse de realizar festas. Trata-se de imóveis com piscina ou nos espaços privados junto à orla marítima. As vistorias visam, sobretudo, a constatar os possíveis riscos que esses locais apresentam. Aos proprietários dos estabelecimentos ou promotores de festas têm recomendado que tenham, obrigatoriamente, um nadador-salvador ou salva-vidas, para garantirem segurança às pessoas que vão acorrer aos locais para se divertirem e não só. Por outro lado, o porta-voz do SPCB apela as pessoas a adoptarem uma conduta preventiva. Sobre a identificação de riscos de incêndio, advertiu que devem fazer a manutenção do fogão e verificar o estado operacional das mangueiras (para aqueles que têm as mangueiras há mais de dois anos devem substitui-las, por já estarem acima do prazo indicado para uso).

“Para aqueles que vão organizar festas de fim de ano ao longo da orla marítima, na orla fluvial e naqueles espaços onde há piscinas, devem, obrigatoriamente, ter um nadador-salvador ou salva-vidas, para poderem garantir segurança”, detalhou, sublinhando que se deve optar pelas praias autorizadas como outra medida de prevenção. Faustino Minguês recomenda às pessoas a não entrarem na praia sob efeito de álcool e a respeitarem o perímetro estabelecido para a mergulharem, que vai de 15 a 20 metros da contracosta (dimensão legalmente estabelecida). Atendendo ao elevado índice de sinistralidade rodoviária que o país regista, recomenda às pessoas que se vão deslocar de um ponto para outro do país, a fim de festejarem, a adoptarem por uma condução defensiva, não falarem ao telefone enquanto conduzirem e não o fazerem sob efeito de álcool e sonolência.