E assim… É mais o espírito…

E assim…  É mais o espírito…

Alguma coisa está mesmo mal, para se ver tanta tristeza nos rostos das pessoas neste Natal. Mas não é apenas a falta do que levar à mesa o que traz tristeza aos angolanos. Na verdade, milhões de angolanos já passaram por momentos piores.

A conjuntura de guerra ajudava a viver a carência de forma diferente, é verdade, inventava-se, mas mesmo naqueles momentos havia um centelha lá a frente, uma esperança, uma espécie de certeza, ainda que fosse da incerteza com que se vivia, porque importava, sobretudo, viver o momento. Agora não. Há tristeza, desesperança. Uma descrença qualquer.

E o curioso é que tudo isto acontece quando o Governo está em contenção para sanear as contas e deixar o país em condições de merecer investimentos e até empréstimos externos, o que seria esperançoso. Seria bom que neste momento a produção nacional aproveitasse para crescer e ocupar espaço no mercado, mas não, também ela, a pouca que existe, está pouco competitiva, em modo suicida, com preços que afugentam. Tudo isto leva à criação de um clima pesado, de rostos fechados.

Este Natal está triste porque não se conseguiu ainda iluminar a esperança. O pior não é a falta de comida na mesa, é a falta de sonhos, de esperança. E quando se apagam os sonhos… Aliás, ainda que todas as mesas estivessem fartas, sem espírito de Natal não há Natal. E é isto o que falta este ano. Governo, igrejas, empresas falharam, não acenderam a vela. É mais o espírito..

E também…..

 Dia de Natal – 25 de Dezembro

É neste dia que se comemora o nascimento do Menino Jesus, filho da Virgem Maria e de São José. Na noite de 24 de Dezembro as famílias reúnem-se para a Ceia de Natal. À mesa, degustam as iguarias de Natal, tal como o bacalhau, as rabanadas, o pão-deló, o bolo-rei, os sonhos de Natal, entre muitos outros alimentos tradicionais da época. Às 00h00 do dia 25 de Dezembro realiza- se a tradicional Missa do Galo em certas localidades do país. Algumas famílias assistem a esta missa, que comemora o nascimento do Menino Jesus, em Belém. Em casa, beija-se o Menino Jesus do presépio à meia-noite.