CNJ aponta diálogo com o Governo para resolver os problemas da juventude

O secretário executivo do Conselho Provincial da Juventude(CPJ) de Luanda, Isaías Kalunga, assegurou, ontem, que a sua instituição vai continuar a dialogar com as estruturas do Governo para identificar e resolver os problemas dos jovens. Isaías Kalunga, que balanceava as actividades realizadas pela sua instituição ao longo de 2019, disse que a recente aprovação, em Conselho de Ministros, da Política de Estado para a Juventude, vai possibilitar que o Governo tenha uma visão mais abrangente das preocupações e permitirá uma resposta mais célere às necessidades.

Apontou que a Política de Estado para a Juventude enquadra-se na Carta Africana da Juventude, ratificada por Angola, e alinhada com os eixos do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, tendo como propósito a estimulação e a participação activa dos jovens e das organizações juvenis na elaboração de programas, políticas e tomadas de decisões.

Segundo o líder associativo, as preocupações da juventude continuam centradas no segmento da habitação, emprego e formação. Essas questões, frisou, só serão resolvidas com base no diálogo permanente entre os jovens (representados pelas diferentes associações) e os órgãos do Estado. “Os desafios são enormes. Precisamos é de manter a calma e continuar a usar o diálogo como a única via de resolução das nossas preocupações”, apelou.

Avanços

Apesar da crise em que o país está mergulhado, o Conselho Provincial da Juventude (CPJ), segundo Isaías Kalunga, reconhece avanços nas políticas públicas direcionadas para a juventude. O responsável apontou os dois últimos concursos públicos para os sectores da Educação e da Saúde como parte destes avanços, que permitiram a entrada de milhares de jovens na função pública.

O responsável juvenil falou também da implementação e a execução do Plano de Acção para Promoção da Empregabilidade (PAPE), lançado em Outubro, orçado em 21 mil milhões de kwanzas, e que vai proporcionar emprego a 250 mil jovens. Apesar da dificuldade económica e financeira que o país enfrenta, segundo Isaías Calunga, o Governo continua a dar um sinal de preocupação em relação às necessidades da juventude.

Balanço

Relativamente às actividades da sua organização ao longo deste ano, Isaías Kalunga disse que, apesar das dificuldades, foi possível realizar uma série de actividades que tiveram respaldo na vida prática dos jovens. De entre as várias, destacou o facto de a sua organização ter prestado apoio para que um total de mil jovem conseguissem bolsas de estudos para as mais diversas universidades nacionais.

Outros avanços circunscrevem-se na inserção no mercado de trabalho e ajudas a jovens desfavorecidos, a intermediação de acesso à habitação de vários jovens em projectos habitacionais públicos, no âmbito da atribuição de 30 por cento das habitações a que a juventude tem direito nos projectos do Estado.

Acresce-se ainda a realização, em Junho deste ano, pelo Conselho Provincial da Juventude, da primeira gala de homenagem aos ex-líderes de organizações juvenis, que serviu para, de modo simbólico, gratificar os jovens que muito deram de si para alavancar o associativismo juvenil no país.