Empresa angolana quer expandir-se para países da SADC até 2021

A empresa angolana de prestação de serviços na área de apoio ao cliente denominada Quality, pretende até 2021 alargar os seus serviços nos mercados internacionais, principalmente em alguns países membros da SADC nomeadamente, Zâmbia, África do Sul, Congo Democrático e a Tanzânia

Por:Brenda Sambo

Desde Novembro do ano em curso, a empresa Quality, prestadora de serviço de Call Center (apoio ao cliente), passou a gerir a área do social hub (área ligada à gestão das redes sociais Facebook, Twitter, emails da Multichoice) em Moçambique. A empresa perspectiva expandir os seus serviços a países da SADC como a Zâmbia, África do Sul, Congo Democrático e Tanzânia, revelou em exclusivo ao OPAÍS o director-geral da Quality, Carlos Pinho. Segundo o responsável, a estratégia da empresa enquadra-se no processo de expansão internacional que foi definida em 2015, ano do seu surgimento. Lembrou que o contrato assinado com a Multichoice Africa é o primeiro e o único acordo internacional da empresa, até ao momento, no qual a Quality Moçambique foi concorrente da Quality Angola e a proposta apresentada A empresa angolana de prestação de serviços na área de apoio ao cliente denominada Quality, pretende até 2021 alargar os seus serviços nos mercados internacionais, principalmente em alguns países membros da SADC nomeadamente, Zâmbia, África do Sul, Congo Democrático e a Tanzânia ECONOMiA aqui foi mais competitiva em relação a da Quality Moçambique.

O responsável disse acreditarque a exportação ou expansão dos seus serviços aos países da SADC será facilitada, tendo em conta os diferentes acordos entre Angola e os referidos países. “Este projecto foi pensado, acreditando que Angola pode ser também um exportador de serviços”, disse Frisou também que a terceirização dos serviços não implicará barreiras na língua por ser feita de várias maneiras como, por exemplo, através de um atendimento 100% automático com uma única língua a ser definida e gravar os áudios. Os processos de back office (serviços feitos “por trás) é possível identificar, por exemplo, se a ficha electrónica corresponde ou não ao BI do cliente. “Portanto, há uma série de oportunidades que, além do mercado africano, pode concorrer para o mercado mundial”, enfatizou. Carlos Pinho realçou que as empresas nacionais ainda não têm o hábito de fazer a terceirização dos processos de negócios, enquanto na Europa mais de 70% das empresas têm os seus serviços terceirizados.

“No entanto, as empresas que rem ter um controlo de toda a gestão dos seus negócios “, disse. Por este facto, a empresa tem trabalhado no sentido de dar a conhecer às outras instituições públicas e privadas as vantagens e a importância de terceirizarem os seus serviços. Apesar de existirem empresas que já despertaram, há outras que ainda acham que a terceirização dos produtos pode representar um risco e uma perda de eficácia na gestão dos processos.

Banca mantém resistência

Segundo o responsável, no sector bancário ainda nota-se muita resistência, dado o facto de ainda terem a ideia de que se entregarem o processo de gestão a um parceiro pode colocar em causa a confidencialidade da informação bancária. No entanto, avançou que o risco é fictício, ou seja, é uma resistência à mudança. A mudança retira as pessoas da sua zona de conforto.

Quanto ao balanço do presente ano económico, adiantou que apesar de sofrer uma queda no início do ano, isto é de Janeiro ao mês de Abril, no que diz respeito ao volume de negócios, a empresa conseguiu superar através de novos contratos com algumas empresas, nomeadamente a banda valor, TDA e com a Multichoice. O volume de negócios anual da Quality ronda os 2 milhões de Kwanzas. Em 2018, a empresa facturou cerca de USD 6 milhões apesar de o contrato estar rubricado em Kwanzas. Carlos Pinho reclamou também da falta de incentivos às empresas prestadoras de serviços por parte do Estado, sendo este um sector que emprega muitos jovens no país. “(…)pensa-se muito na agricultura, pescas, indústria, mas nunca se fala nos serviços”, desabafou.

Mais de 300 funcionários

Dada a situação sócio-económica do país, a empresa que empregava mais de 500 colaboradores reduziu para 305. O recrutamento é feito em função dos contratos que a Quality estabelece com uma determinada empresa. Na operadora Movicel, que tem dois contratos, sendo um do back office e outro do Call Center, trabalham na área mais de 120 colaboradores.

Sobre a Quality

Fundada em 2015, a Quality é uma empresa angolana especializada em serviços de Contact Center e Business Process Outsourcing. Actualmente, a empresa está presente em Angola e Moçambique. Entre os serviços, a Quality presta serviços na área do apoio ao cliente, inquérito e estudo de satisfação, televendas, telemarking, cobranças, atendimento multicanal, consultoria e também na área de formação, Business Process Outsourcing(BP0) e housing. Actualmente, a empresa conta com vários clientes nomeadamente, o Banco Africano de Investimento (BAI), a Multichoice, a operadora Movicel, assim como a Coca-Cola , a Administração Geral Tributária (AGT), o Inacom, entre outras.

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