Explosão de carro-bomba mata mais de 90 pessoas na Somália

Um ataque com carro-bomba na capital somali, Mogadíscio, deixou pelo menos 94 pessoas mortas neste Sábado (28)

De acordo com um tweet publicado pelo ministro da Segurança Interna da Somália, Abdirizak Omar Mohamed, a maior parte das vítimas são civis. “Eu fui informado de que o número de mortos é superior a 90 pessoas, incluindo 17 agentes policiais somalis, 73 civis e 4 cidadãos estrangeiros. Que Allah tenha piedade das vítimas deste ataque bárbaro”, disse. Segundo publicou a rádio local Dalsan, o ataque foi executado por um suicida e teve dentre as vítimas estudantes que íam para a escola e funcionários públicos a caminho do trabalho. Equipas de resgate carregavam cadáveres após os destroços retorcidos de um veículo e os táxis de mini-autocarro manchados de sangue. O país do Corno de África está em conflito desde 1991, quando os senhores da guerra do clã derrubaram o ditador Siad Barre e depois se voltaram um contra o outro. Ninguém imediatamente assumiu a responsabilidade pela explosão. O grupo islâmico Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, realiza esses ataques regularmente, na tentativa de prejudicar o governo, apoiado pelas tropas das Nações Unidas e da União Africana.

O Al Shabaab também realizou ataques em países da África Oriental, como Quénia e Uganda. O ataque mais mortal atribuído ao Al Shabaab foi em Outubro de 2017, quando um camião carregado de bombas explodiu ao lado de um tanque de combustível em Mogadíscio, criando uma tempestade de fogo que matou quase 600 pessoas. O grupo, às vezes, não assumiu a responsabilidade por ataques que provocaram uma grande reacção pública, como um atentado suicida de 2009 numa cerimónia de graduação para estudantes de medicina. Após o som da enorme explosão de Sábado no posto de controlo do Ex-Control, Sabdow Ali, 55 anos,que mora nas proximidades, disse que saiu de casa e contou pelo menos 13 pessoas mortas. “Dezenas de pessoas feridas gritavam por socorro, mas a Polícia imediatamente abriu fogo e eu corri de volta para a minha casa”, disse ele à Reuters. Os feridos foram transportados para o Hospital Medina, onde uma testemunha da Reuters viu dezenas a chegarem de ambulância do local. Em entrevista a repórteres no local da explosão, o prefeito de Mogadishu, Omar Muhamoud, disse que o governo confirmou que pelo menos 90 civis, a maioria estudantes, foram feridos na explosão. Os agentes policiais não estavam imediatamente disponíveis para comentar os números de vítimas.

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