Sinotrans investe mais de USD 30 milhões em Angola

Sinotrans investe mais de USD 30 milhões em Angola

O investimento da empresa chinesa de logística Sinotrans em Angola já ultrapassou os 30 milhões de dólares norte-americanos nos últimos onze anos, informou recentemente, no Lobito, província de Benguela, o directorgeral adjunto daquela companhia, Tchum Long Ning. Tchum Long Ning declarou que, com o forte apoio do Governo e de vários parceiros, a empresa chinesa registou um crescimento significativo desde que entrou em território angolano, em 2008. O responsável falava na cerimónia de entrega do primeiro lote de 60 vagões fornecidos ao Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) pela Sinotrans Angola. Indicou, também, que o investimento “muito significativo” está associado a vários projectos, sendo o mais recente o da produção, na China, de 60 vagões de carga para o CFB e a implementação, em Luanda, de um armazém de apoio logístico às demais províncias. O responsável chinês lembrou que a Sinotrans foi parceira do Estado na construção das centralidades do Kilamba, Sequele e outras espalhadas pelo país, tendo trabalhado na logística da mercadoria proveniente da China para a implementação destes projectos ligados ao Estado angolano. Por outro lado, anunciou que a cooperação de investimento entre a Sinotrans e o Caminho-de-Ferro de Benguela deverá ser elevada a um modelo de referência em termos de parceria público-privada em Angola.

Aquisição de vagões em linha com PDN O director-geral adjunto do Instituto Nacional dos Caminhos de Ferro de Angola (INCFA), Ottoniel Manuel, fez saber que a chegada dos primeiros 60 vagões enquadra- se no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) que prevê, até 2022, a aquisição de uma quantidade considerável de equipamentos circulantes. “Com estes 60 vagões começamos a cumprir com a meta prevista no PDN 2018-2022 e o CFB poderá estar ao serviço do desenvolvimento nacional, potenciando a economia”, afirmou o responsável, para quem este primeiro lote é o corolário de “esforços dos últimos meses”, cujo ponto alto foi a recepção definitiva em Outubro da infra- estrutura do CFB. Manifestou, também, a necessidade do CFB estar dotado de material circulante em quantidade suficiente para poder atender à demanda dos empresários no tráfego nacional e internacional de mercadorias Angola/Congo e vice-versa. O CFB conta com 48 locomotivas novas adquiridas à multinacional norte-americana General Electric. Segundo o responsável, era necessário que estas locomotivas pudessem ter material rebocado (vagões) para poder circular sem nenhum constrangimento.