Projecto “Escritor do mês” revisita obras da poetisa Amelia da Lomba

Projecto “Escritor do mês” revisita obras da poetisa Amelia da Lomba

A 24ª Edição do projecto “Escritor do mês”, desenvolvido desde 2018 pelo Camões/ Centro Cultural Português (CCCP) em Luanda, revisita as obras da poetisa angolana Amélia da Lomba, nos dias 8 e 20 do mês em curso. A actividade de carácter mensal, que dará abertura a outras que serão desenvolvidas durante o ano, vai permitir a apresentação da biografia da escritora, leitura de extractos das suas obras e momento interactivo e diálogo entre a escritora e um núcleo de leitura constituído por jovens utentes da Biblioteca, sobretudo estudantes universitários e préuniversitários.

Durante as sessões serão revisitadas as varias obras da poetisa, como a “Ânsia”, “Sacrossanto Refúgio”, “Espigas do Sahel”, “Noites Ditas à Chuva”, “Sinal de Mãe nas Estrelas”, “Aos Teus Pés Quanto Baloiça o Vento”, “Cacimbo”, “Verso Prece e Canto” e o romance “Uma mulher ao relento”, lançados entre 1995 a 2011.
O Projecto O referido projecto, criado há dois anos pelo CCCP no quadro do desígnio de promoção da leitura e de divulgação de autores de língua portuguesa, possibilitou a criação na sua biblioteca de um Núcleo de Leitura, que revisita autores consagrados de língua portuguesa, através da leitura colectiva de extractos das respectivas obras e biografias. Desde o seu arranque já revisitou obras de mais de 10 autores nacionais e estrangeiros, como o poeta e jornalista João Melo, Zheto Cunha Gonçalves, José Luandino Vieira, José Saramago, Adriano Mendes de Carvalho, entre outros.

A autora Maria Amélia Gomes Barros da Lomba do Amaral nasceu em Cabinda em Novembro de 1961). Formou-se em Psicologia em Moscovo. De volta à terra natal, trabalhou como jornalista, actuando na Emissora Provincial de Cabinda, da Rádio Nacional de Angola, e nos jornais A Célula e Jornal de Angola, em Luanda. Foi também secretária da Missão Internacionalista Angolana em São Tomé e Príncipe. Em 2005 foi condecorada com a Ordem do Vulcão, em Cabo Verde. Consta que as suas obras vinculam-na à “Geração das Incertezas” angolana. A poesia angustiada e melancólica, expressa desilusão diante do cenário político e social angolano.