Comunidade islâmica nega perseguição do Estado angolano

O secretário provincial da Comunidade Islâmica na Lunda-Norte, António Khamisy, negou, no Domingo, qualquer perseguição por parte do Estado angolano à sua confissão religiosa. O responsável reagia a declarações feitas pelo delegado da Justiça e dos Direitos Humanos, Baptista Miguel, quando falava, em conferência de imprensa, sobre informações divulgadas por alguns órgãos estrangeiros e retomadas pelas redes sociais, que davam conta de que o Estado angolano persegue a comunidade islâmica na Lunda- Norte. Considera caluniosas e infundadas tais informações, sublinhando que a comunidade não realiza cultos desde Novembro de 2018, altura em que as mesquitas foram encerradas no quadro da “Operação resgate”.

Na Lunda-Norte, no âmbito da operação, foram encerradas 70  igrejas, incluindo mesquitas, por realizarem cultos em lugares inadequados. O também coordenador da “Operação resgate” na Lunda- Norte, Baptista Miguel, considera que as informações veiculadas pela imprensa estrangeira, visam, somente, “manchar a imagem de Angola no exterior”, explicando que a intenção do Governo é somente repor a autoridade do Estado, e não impedir as pessoas de professarem a sua fé. Declarou que o direito ao culto e à liberdade religiosa, estão garantidos e o Estado angolano assegura e protege as instituições religiosas que desenvolvem a actividade nos termos da lei. A operação “Resgate” visa, entre outros objectivos, repôr a autoridade do Estado e recuperar os melhores valores da angolanidade, de educação, ordem, civismo, respeito pelo bem público e pelo próximo.

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