Filha de general iraniano morto avisa “Trump louco” que está a chegar um “dia sombrio” para os EUA

Não pense que tudo acabou com o martírio do meu pai”, declarou Zeinab Soleimani. Já o Presidente do Irão disse que “os americanos não perceberam verdadeiramente o erro grave que cometeram”, prometendo que “a vingança pelo sangue [do general] será reivindicada no dia em que as mãos imundas da América forem cortadas para sempre da região”.

Zeinab Soleimani, filha do general iraniano Qassem Soleimani, morto por ordem de Trump, alertou esta segunda-feira que os EUA têm pela frente um “dia sombrio”. “Trump louco, não pense que tudo acabou com o martírio do meu pai”, preveniu, citada pela BBC.

Os restos mortais do comandante da força de elite Al-Quds foram transportados para a cidade de Qom, um dos centros do Islão xiita, para uma cerimónia que precede o funeral desta terça-feira na terra natal de Soleimani, situada na província de Carmânia.

Em visita aos familiares daquela que era considerada uma das figuras políticas mais influentes no país, o Presidente do Irão, Hassan Rouhani, declarou: “Os americanos não perceberam verdadeiramente o erro grave que cometeram. A vingança pelo seu sangue será reivindicada no dia em que as mãos imundas da América forem cortadas para sempre da região.”

As ruas da capital iraniana, Teerão, encheram-se para homenagear o major-general, que alguns viam como um futuro líder do país. Soleimani foi morto num ataque com um drone americano na última sexta-feira nas imediações do aeroporto internacional de Bagdade, no Iraque.

Milhares de pessoas entoaram cânticos de “Morte à América!”, enquanto outras seguravam fotografias do general.

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, liderou as orações e foi visto a chorar a certa altura, relata a estação britânica. Na sequência da morte de Soleimani, o ayatollah prometeu “vingança severa” sobre os responsáveis.

Irão rasga acordo mas continua aberto ao diálogo

No domingo, o Irão anunciou que deixaria de cumprir os limites de enriquecimento de urânio estabelecidos no acordo internacional sobre o nuclear, que os EUA abandonaram unilateralmente em maio do ano passado. O acordo, assinado em 2015 pelo Irão, pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e pela Alemanha, visa evitar que Teerão tenha material suficiente para construir armas nucleares.

O Irão ainda se mostrou aberto a negociações com os parceiros europeus, que, até à data, não conseguiram oferecer às autoridades do país uma forma de vender o seu petróleo no exterior. Ao sair do acordo, Washington voltou a impor sanções muito lesivas para a economia iraniana.

EUA prontos a reagir “talvez de forma desproporcional”

O Presidente dos EUA, Donald Trump, que ordenou a investida fatal sobre Soleimani, disse que o general estava “a planear ataques iminentes e sinistros” contra diplomatas americanos e pessoal militar no Iraque e noutros países do Médio Oriente.

No fim de semana, Trump garantiu que os EUA reagirão no caso de o Irão retaliar pela morte do seu general de elite – “talvez de forma desproporcional”, admitiu. O Presidente norte-americano acrescentou estar pronto para atacar 52 alvos iranianos “muito rapidamente e com muita força”.

Fonte: EXPRESSO

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