Banco Económico faz aumento de capital superior ao valor recomendado pelo Banco Central

Um aumento de capital no valor de 416 mil milhões de AKZ vai ser efectuado pelo Banco Económico, até ao final do primeiro semestre de 2020, depois de ter recebido luz verde da entidade reguladora o ano passado

Segundo fontes do banco, este aumento de capital é uma recapitalização superior à recomendada nos resultados do exercício da avaliação da qualidade dos activos (AQA) ordenada pelo Banco Nacional de Angola, em 2019, cujos resultados foram apresentados no passado mês de Dezembro. Com a concretização do aumento de capital aprovado, o Banco Económico estará, de acordo com a sua Administração, “a corresponder às recomendações do regulador e a assegurar a estabilidade da sua operação, e sustentabilidade a médio e longo prazos”. Nas recomendações que emitiu no âmbito do AQA, o BNA afirma que “os bancos devem avaliar as necessidades de capital adicional e assegurar o cumprimento dos limites prudenciais estabelecidos na regulamentação em vigor até 30 de Junho de 2020”, ou seja, exactamente a mesma data em que o BE tinha sido autorizado a realizar o aumento de capital aprovado em Agosto.

A fonte esclarece que a recapitalização vai permitir acomodar os desvios de imparidade identificados no AQA e contribuir para a solidez da operação a médio e longo prazos, e é uma decisão da Assembleia Geral do Banco Económico, realizada no dia 7 de Agosto, que dentre várias acções serviu para aprovar as contas do exercício de 2018. As principais conclusões divulgadas pelo BNA no quadro do exercício de avaliação da qualidade dos activos (AQA) recomendam que o Banco Económico tem até ao final do primeiro semestre deste ano para realizar integralmente o aumento de capital já aprovado.

Refira-se que na Assembleia Geral do Banco Económico foi deliberada a necessidade de recapitalização superior à confirmada nos resultados do exercício do AQA realizado ao BE, com referência a 31 de Dezembro de 2018. Neste sentido, o Banco Económico, em conjunto com os seus accionistas, dará cumprimento às deliberações emitidas pelo BNA no quadro do exercício de avaliação da qualidade dos activos (AQA) das principais instituições financeiras angolanas. De acordo com a nota do BNA, “os bancos devem avaliar as necessidades de capital adicional e assegurar o cumprimento dos limites prudenciais estabelecidos na regulamentação em vigor até 30 de Junho de 2020”.

Importa referir que desde a sua constituição, em Outubro de 2014, o Banco Económico, assumiu uma postura conservadora na gestão da sua carteira de crédito, nomeadamente através do crescimento moderado de novas operações, escrutínio e selectividade nos projectos elegíveis para financiamento e reforço das imparidades das operações recebidas do passado, em que teve de assumir os activos e passivos. Assim, o Banco Económico considera-se “uma entidade bancária sólida, competitiva, inovadora e bem preparada para enfrentar os desafios da economia angolana”. A instituição conta hoje com uma rede de 62 balcões e postos, e 11 centros de empresas, numa estratégia de crescimento focada no cliente e na satisfação das suas necessidades com uma oferta universal de produtos, e serviços financeiros. Com a criação das suas diferentes áreas de negócio, o Banco Económico assegura uma total proximidade com os seus clientes, a oferta de produtos bancários diferenciados e inovadores, o apoio de equipas especializadas, bem como instrumentos financeiros para estimular e acompanhar uma maior diversificação da economia e promover o desenvolvimento sustentável de Angola.

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