Polícia nigeriana em alerta após morte de comandante xiita iraniano pelos EUA

A Polícia nigeriana ficou em estado de alerta depois que o assassinato, pelos EUA, de um importante comandante militar iraniano, no Iraque, provocou temores de distúrbios públicos no país da África Ocidental, informou a Polícia no Domingo. Qassem Soleimani foi morto na Sexta-feira num ataque de drone dos EUA num comboio automóvel à saída do aeroporto de Bagdad. O ataque levou à preocupação de um aumento das tensões entre os EUA e o Irão. A Nigéria é dividida aproximadamente em partes iguais entre cristãos e muçulmanos, sendo os últimos principalmente sunitas.

O governo proibiu no ano passado o maior grupo muçulmano xiita do país, o Movimento Islâmico da Nigéria (IMN), depois de violentos confrontos entre os seus membros e a Polícia. O IMN foi fortemente influenciado pela revolução iraniana de 1979, que viu o aiatolá Khomeini tomar o poder. “O inspector geral de Polícia, IGP, Mohammed Adamu, posicionou comandos e formações policiais em todo o país em alerta vermelho”, disse a Força Policial da Nigéria em comunicado no Domingo. “Essa medida pró-activa segue o relatório de inteligência que se baseia no recente assassinato de um general iraniano; alguns interesses domésticos estão a planear embarcar em grandes distúrbios e sabotagens públicas ”, afirmou. Ele disse que oficiais da Polícia foram “orientados para garantir a máxima vigilância e segurança de vidas e propriedades em todo o país”.

A declaração não indicou nenhum grupo específico nem deu mais detalhes. Um porta- voz da Polícia não respondeu imediatamente a telefonemas a pedir comentários. A Reuters não conseguiu verificar, independentemente, as alegações de que eventos públicos foram planeados. A Nigéria proibiu o IMN e proibiu as suas manifestações que exigiam a libertação do seu líder, Ibrahim Zakzaky, que está detido desde 2015, quando forças do governo mataram cerca de 350 pessoas num assalto ao complexo do grupo. O grupo disse, no ano passado, que mais de 30 dos seus membros foram mortos em ofensivas policiais contras os seus protestos. A Polícia não deu nenhum número de mortos.

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