“A criminalidade influenciada por anónimos externos e internos”

“A criminalidade influenciada por anónimos externos e internos”

Paulo de Almeida declarou, ontem, em Luanda, que as acções de criminalidade ocorridas nos últimos tempos foram influenciada por pessoas anónimas que se encontram tanto no país como no exterior, com propósitos bem definidos. “A criminalidade, nos últimos tempos, não foi só criminalidade em si. Também foi uma criminalidade influenciada por anónimos externos e internos que tentaram e tentam, em certa medida, frustrar o nosso desenvolvimento”, afirmou, ao presidir a formatura geral que visou felicitar as forças da Ordem pelo seu desempenho durante o ano transacto.

Segundo ele, foi por essa razão que ocorreram acções de criminalidade estranha aos nossos costumes, cultura e maneira de ser, porém, garantiu que a corporação está atenta para não ser surpreendida. Por outro lado, aproveitou a ocasião para pedir desculpas à sociedade por qualquer excesso que os seus efectivos tenham cometido no cumprimento da missão. “Estamos conscientes de que a nossa missão não é fácil. É uma missão árdua em que muitas vezes, temos de ser determinados e sacrificados para cumprirmos o nosso dever e com isso têm ocorrido alguns excessos e incidentes ao que pedimos a sua relevância.

Estamos solidários com a nossa população”, frisou. Fazendo uma introspecção das actividades desenvolvidas no ano transacto, declarou que em Outubro analisaram a situação “crítica da segurança pública” e, na ocasião, prometeram sacudir e acalmar o estado de inquietação e de insegurança no país. “Aqueles que nos perturbavam, hoje estão nas suas casas apropriadas. Nós somos uma instituição de bem. Queremos só que haja tranquilidade e ordem. Trabalhamos com a sociedade para que o país ganhe e consiga alcançar os seus objectivos”, disse.

Presos têm de parar de engordar

De acordo com o comandante-geral da Polícia Nacional, é altura de começarem a dar uma função social ao preso ou ao condenado, uma vez que não podem continuar a ter presos condenados a engordar. Todos têm de fazer alguma coisa e sentir o peso da sua acção criminal. Por outro lado, alertou que a sociedade, a comunidade e as famílias que devem fazer parte activa da segurança pública, não se devem eximir dessas responsabilidades, uma vez que não há polícia no mundo capaz de dar cobertura a todas as acções criminais por não “estar nos quartos, nas casas, nos edifícios e nos recintos fechados onde 90 por centos dos crimes são cometidos”. “Aí estão as famílias: os cidadãos. É preciso que esses cidadãos reajam com educação. É preciso que nós eduquemos os nossos cidadãos, porque, muitas vezes, os crimes são cometidos por falta de ensinamentos e educação. E a educação hoje é primordial para prevenção do crime”, frisou. Paulo de Almeida sublinhou que 2020 será um ano de desafios, em que mudarão o quadro, tendo em conta tratar-se de um período em que o país tem que se estabilizar, pelo que vão continuar a contribuir com sacrifício, saber e dedicação.