Falha no portal do Ministério da Saúde deixa mais de 40 médicos fora do concurso na Huíla

Falha no portal do Ministério da Saúde deixa mais de 40 médicos fora do concurso na Huíla

Os médicos recém-formados pela Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemofayo dizem que, por algumas falhas registadas no portal criado pelo Ministério da Saúde com o objectivo de facilitar as inscrições dos candidatos, até ao fecho desta edição, não lhes foi possível realizar o processo. Por este facto, os quadros que terminaram a sua formação no mês de Dezembro do ano passado na província da Huíla, temem que possam ficar fora do concurso e fazer parte da lista dos médicos desempregados.

Abelardo Adriano, formado em medicina geral, disse que, em função do atraso que se registou na emissão do seu certificado, bem como o seu histórico académico, que só lhe foi possível têlos ontem, não conseguiu fazer a inscrição, já que o Portal do Ministério da Saúde estava inacessível desde Segunda-feira.

“Nós terminamos a nossa formação há precisamente 15 dias, e já antes deste período nos apercebemos do concurso público nacional de preenchimento de vagas no sector da Saúde, foi feito um esforço tremendo para conseguirmos as declarações e o número da Ordem dos Médicos de Angola, conseguimos todos os documentos há dois dias, mas, infelizmente, nos vemos na impossibilidade de fazer a inscrição no portal do Ministério da Saúde”, disse.

Já Edvaldina Tyamba contou que desde a passada Segundafeira que não consegue aceder ao portal, mas, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, as inscrições encerraram ofi cialmente ontem, Terça-feira. “Estamos com muita difi culdade para fazer inscrições no concurso público de admissão, ouvimos, pelo Telejornal, que os médicos não querem fazer inscrições, mas não é o que se passa, o que ocorre é que não conseguimos entrar no portal de inscrição desde Sábado”, revelou.

Por outro lado, Abelardo apela ao Ministério da Saúde para que altere o prazo de inscrição, de modo a que um maior número de novos médicos possa candidatar-se. “Queremos que o corpo de jurados, ou o Ministério da Saúde, alargue o prazo das inscrições”, recomendou.

Margarida Raul, outra candidata, formada pela Faculdade de Medicina, partilha o apelo para que se prorrogue o prazo e que se criem outras modalidades de realização de inscrições. “Em função das falhas que se registam no portal, seria bom que fosse encontrada uma outra via de inscrição, pelo que, viemos aqui contactar a imprensa para apelar ao ministério que alargue o prazo das inscrições” disse.

Entretanto, a directora do Gabinete Provincial da Saúde na Huíla disse, em exclusivo à Rádio Mais/Huíla e ao Jornal OPAÍS, ter conhecimento da situação. Mas Lucina Guimarães afi rmou que a resolução deste problema não é da sua alçada, porém, garantiu que já está em curso um processo de negociação com o Ministério da Saúde, cujo objectivo é alargar o prazo de inscrição. “Isso resulta de problemas técnicos de âmbito nacional.

Estamos a tentar a obter este aumento do tempo, porque a maior parte dos problemas técnicos são do portal e a gestão do mesmo é nacional, estamos a trabalhar desde o início para que ninguém fi que de fora”, garantiu. Para o referido concurso de admissão, para a província da Huíla estão disponíveis 395 vagas, sendo 84 vagas para médicos, 35 para enfermeiros de 3.ª classe, 130 para técnicos médios de enfermagem de 3.ª, 27 para técnicos superiores de diagnóstico terapêutico de 2.ª, 86 técnicos de diagnóstico terapêutico, entre superiores e médios, e nove para motoristas de ambulância.